Misericórdias e IPSS dos Açores recebem reforço de 4 milhões de euros
19 de jun. de 2024, 17:12
— Lusa
“Vai
permitir que haja uma atualização ao nível de respostas sociais de
valências típicas e atípicas e ao nível de ERPI [estruturas residenciais
para pessoas idosas] e lares residenciais”, disse aos jornalistas, em
Angra do Heroísmo, a secretária regional da Saúde e Segurança Social,
Mónica Seidi.A governante assinou hoje a
terceira adenda ao Acordo Base para 2023-2024 com a União Regional das
Misericórdias dos Açores (URMA) e com a União Regional das Instituições
Particulares de Solidariedade Social dos Açores (URIPSSA).O
valor, comparticipado pelo Governo da República, refere-se a um aumento
de 6% do valor padrão para respostas sociais típicas e atípicas e de
9,6% para lares e ERPI.Em dezembro, o
Estado já tinha transferido 30% do valor acordado e esta semana
transferiu os restantes 70%, que representam 4 milhões de euros e
deverão começar a ser pagos às instituições em julho ou agosto.Mónica
Seidi comprometeu-se ainda a rever os valores, comparticipados pela
região, referentes a outras instituições, que ficaram de fora deste
acordo.“Já recebemos as reivindicações,
quer da URMA, quer da URIPSSA. Atendendo às circunstâncias atuais
[eleições antecipadas em fevereiro], é um trabalho que está com algum
atraso, mas o nosso compromisso é que nos voltemos a sentar à mesma mesa
a breve prazo, já também com as contrapropostas do Governo Regional”,
adiantou.Para o presidente da URMA, Bento
Barcelos, este acordo vem dar “estabilidade financeira às instituições”,
sobretudo tendo em conta que o salário mínimo regional aumentou quase
8% de 2023 e 2024.“Este acordo vem numa
altura propícia para financiar e dar sustentabilidade à tesouraria das
instituições, mas, como foi aqui acordado, tem de haver uma negociação
mais profunda em todas as valências, dando um enfoque especial à
valência de creche e de apoio domiciliário, por forma a que estas
valências, que são muito importantes, possam ser melhor dotadas de meios
financeiros para podermos corresponder às necessidades da sociedade”,
apontou.Também o presidente da URIPSSA,
João Canedo, alertou para a necessidade de assegurar a sustentabilidade
às instituições, face ao aumento dos ordenados dos trabalhadores em
2024.“Este dinheiro é claro que nos vai
ajudar ao nível da sustentabilidade, mas não é o ideal. Queremos mais e é
isto que ficou decidido com a senhora secretária. Vamos continuar as
negociações para acertarmos os valores para as outras valências”, disse.Misericórdias
e IPPS reivindicam a criação de majorações no valor padrão atribuído em
casos de maior dependência de utentes em instituições ou apoio
domiciliário e de crianças com necessidades especiais em creches e
jardins-de-infância.João Canedo sublinhou
que, em algumas situações, já foram criadas majorações no continente,
que ainda não foram aplicadas nos Açores.