Minoria étnica de Guam apela à paz e recorda séculos de hostilidades
16 de ago. de 2017, 11:16
— Lusa/AO online
Cerca de um terço da população de Guam é de origem
Chamorro, uma etnia inicialmente formada por migrantes dos atuais
territórios da Indonésia e das Filipinas, há cerca de quatro mil anos. De
acordo com os historiadores, é possível que os Chamorro sejam
provenientes de uma das primeiras migrações marítimas da humanidade. Os
primeiros europeus a chegarem à ilha do Pacífico Ocidental foram os
tripulantes da expedição comandada pelo navegador português Fernão
Magalhães, ao serviço da coroa espanhola, em março de 1521. Tal como as Filipinas, além de outros territórios do Pacífico, a ilha de Guam foi colonizada por Espanha a partir do século XVI. O território foi cedido aos Estados Unidos, após as guerras hispano-americanas, através de um tratado firmado em Paris em 1898. Após o ataque japonês contra Pearl Harbour, em 1941, a ilha de Guam foi atacada e invadida pelas forças imperiais de Tóquio. Após
a derrota japonesa na II Guerra Mundial, Guam passou a ter o estatuto
de território integrado nos Estados Unidos e é atualmente habitada por
163 mil cidadãos norte-americanos, além dos seis mil militares
instalados em três bases navais e aéreas. Desde o passado fim de
semana que alguns elementos da comunidade Chamorro têm-se manifestado
na capital de Guam, Hagatna, para "mostrar ao mundo a luta que tem sido
travada para proteger os ancestrais e os direitos" do povo natural de
Guam. A Coreia do Norte difundiu em julho o plano de lançamento de mísseis contra as águas territoriais de Guam. Na terça-feira, o líder norte-coreano Kim Jong-Un anunciou que Pyongyang vai suspender temporariamente o lançamento de mísseis. De acordo com a agência de notícias norte-coreana, KCNA, Kim Jong-Un espera pelos próximos movimentos dos Estados Unidos. Kim Jong-Un disse que "vai ficar a observar um pouco mais o comportamento idiota e estúpido dos 'ianques'". "Se
eles persistirem nas ações irresponsáveis e perigosas na península
coreana", Pyongyang "tomará as medidas que já anunciou", acrescentou o
líder da Coreia do Norte.