Ministros das Finanças do G7 prontos para imposição de sanções à Rússia
Ucrânia
14 de fev. de 2022, 11:56
— Lusa/AO Online
Reunidos em Berlim, os ministros
da Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, França, Canadá, Itália e Japão
(G7) disseram que a “prioridade imediata” é apoiar os esforços para
desanuviar a tensão criada pela concentração de tropas russas nas
fronteiras da Ucrânia.Mas “qualquer nova
agressão militar da Rússia contra a Ucrânia será recebida com uma
resposta rápida e eficaz”, disse o grupo das sete principais potências
económicas, presidido este ano pela Alemanha, numa declaração citada
pela agência francesa AFP.O chanceler
alemão, Olaf Scholz, vai encontrar-se esta segunda-feira, em Kiev, com o Presidente da
Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e na terça-feira, em Moscovo, com o chefe
de Estado da Rússia, Vladimir Putin, em mais uma tentativa de um
dirigente ocidental para tentar evitar um conflito armado na Europa.O
Ocidente acusa a Rússia de pretender invadir novamente a Ucrânia,
depois de ter anexado a península da Crimeia ao país vizinho em 2014.Os
Estados Unidos alertaram, na sexta-feira, que um ataque russo pode
acontecer “a qualquer momento” e pediram aos seus cidadãos que
abandonassem o país rapidamente.Desde então, dezenas de Governos, incluindo o de Portugal, aconselharam os seus cidadãos a sair da Ucrânia.A
Rússia nega pretender invadir a Ucrânia, mas condiciona o
desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para
garantir a sua segurança.Essas exigências
incluem garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da Organização do
Tratado do Atlântico Norte (NATO) e o regresso das tropas aliadas nos
países vizinhos às posições anteriores a 1997.Os
Estados Unidos e os seus aliados da NATO e da Organização para a
Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) recusam tais exigências.Esta
é considerada a pior crise na Europa desde o fim da Guerra Fria, há
três décadas, entre o Ocidente e a então União Soviética.