Ministros da Administração Interna e Defesa confirmam novo concurso para meios aéreos
25 de jan. de 2023, 09:54
— Lusa/AO Online
“Está a ser preparado um novo
procedimento para avançarmos com o novo concurso, tão rápido, tão célere
e também tão seguro quanto possível”, afirmou o ministro, acrescentando
que o Governo “procura garantir em tempo oportuno” os meios aéreos para
o combate aos incêndios.Em causa está o
facto de o concurso lançado em outubro pela Força Aérea para alugar 33
meios aéreos, ter que ser repetido, depois de todos os concorrentes
terem sido excluídos por apresentarem propostas muito superiores ao
valor base.Admitindo tratar-se de uma
“matéria de muita preocupação” o ministro afirmou que “até maio haverá
novidades” e que o seu ministério e o da Defesa Nacional estão a
“cooperar” para que os meios sejam assegurados, recusando a hipótese de
avançar com uma adjudicação direta.“Temos a
consciência das limitações que ocorrem nestas circunstâncias, ou seja,
as dificuldades que há por vezes em ir ao mercado e garantir a
concorrência e, sobretudo, a concorrência compatível com os recursos
disponíveis para procurarmos corresponder”, disse.“Todos
querem que façamos concursos transparentes, isentos, imparciais, com
grande responsabilidade”, pelo que o Governo vai “aguardar pela
preparação dos procedimentos, pela decisão que há de ser tomada pelo
Ministério da Defesa Nacional, em articulação com a Autoridade Nacional
de Proteção Civil”, concluiu.Em
declarações aos jornalistas a ministra da Defesa Nacional, Helena
Carreiras, garantiu hoje haver já “sete helicópteros disponíveis” e
disse estar convencida que o paÍs "terá os meios aéreos necessários".
“Estamos a trabalhar para conseguir abrir o concurso, o que acreditamos
que poderá vir a acontecer atempadamente para podermos ter todos os
meios aéreos disponíveis rapidamente”, disse a ministra.José
Luis Carneiro e Helena Carreiras falavam em Mafra, onde hoje foi
apresentada a Operação Floresta Segura que vai ser desenvolvida pela GNR
entre 01 de fevereiro e 30 de novembro.A
operação, apresentada na Tapada Nacional de Mafra, no distrito de
Lisboa, decorre em cinco planos, entre os quais a prevenção e
sensibilização visando reduzir o número de incêndios; a gestão de
combustível e a fiscalização em todo o território nacional para
sinalização das faixas de combustível em incumprimento; a vigilância e
deteção de incêndios rurais, a participação da GNR em ações de ataque
inicial, sob a coordenação da Autoridade Nacional de Proteção Civil e,
por últimos, a avaliação sobre a investigação às causas do incêndios e a
validação da área ardida.