Ministro israelita rejeita proposta de cessar-fogo em Gaza
Médio Oriente
13 de jan. de 2025, 11:30
— Lusa/AO Online
"O
acordo que está a ganhar forma é uma catástrofe para a segurança
nacional do Estado de Israel", disse o líder do partido
ultranacionalista Sionismo Religioso, que faz parte da coligação
governamental liderada pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin
Netanyahu.O ministro das Finanças
israelita deixou claro que não faria parte de um "acordo de derrota",
afirmando que agora é o momento de "ocupar e limpar" toda a Faixa de
Gaza, numa mensagem que foi partilhada nas redes sociais.A
sua mensagem surge quando o ritmo das negociações indiretas entre
Israel e o Hamas ganhou impulso e depois de a imprensa israelita ter
noticiado que os mediadores internacionais fizeram progressos
significativos na noite de domingo.O
próprio Netanyahu reuniu-se com Smotrich e com o ministro da Segurança
Nacional, Itamar Ben Gvir [outro importante líder ultranacionalista da
coligação] no domingo, para sondar as suas posições em relação a um
acordo de cessar-fogo e para a libertação dos reféns israelitas.Os dois ministros manifestaram a sua oposição em aceitar um acordo com o grupo islamista palestiniano Hamas.Segundo
o meio de comunicação israelita Walla, a equipa de Netanyahu acredita
que Ben Gvir deixaria a coligação governamental se Israel aceitasse um
acordo com o Hamas. Agora, Netanyahu estaria a tentar convencer Smotrich
a simplesmente votar contra a proposta, sem abandonar coligação, para
evitar eleições antecipadas em Israel.Netanyahu
falou no domingo com o Presidente dos EUA, Joe Biden,sobre as
negociações no Qatar, depois de enviar a sua equipa de negociações para
Doha no sábado, onde está a decorrer esta última ronda de negociações.O
possível acordo em cima da mesa prevê três fases, nomeadamente os
reféns israelitas detidos pelo Hamas seriam gradualmente libertados em
troca de prisioneiros palestinianos nas prisões de Israel e culminaria
na reconstrução do enclave e na constituição de um novo Governo na Faixa
de Gaza.