Ministro garante medidas para enfrentar agravamento do risco
Incêndios
Hoje 16:44
— Lusa/AO Online
“Estamos muito focados em
termos de meios, em termos de organização, em termos de coordenação,
para fazer face a essas condições”, disse o governante aos jornalistas
em Gouveia, onde participou, esta segunda-feira, nas comemorações do Dia do Município.Luís
Neves realçou que “se necessário for” serão tomadas “medidas de
exceção”, como declarar calamidade ou pedir ajuda internacional.“Nestes
dois grandes incêndios de Vouzela e de Trás-os-Montes vieram bombeiros e
organizações de todo o país para poder dar essa ajuda”, lembrou.O
ministro explicou que existem “comportamentos de muitas décadas que não
são fáceis de corrigir” e que a prevenção tem de ser feita todos os
dias do ano.“Não podemos estar
vocacionados só para o combate. Temos que limpar, organizar, preparar,
ter uma mentalidade de trabalho em conjunto, de todos”, sublinhou,
acrescentando que, tal como diz o Presidente da República, nos incêndios
“não pode haver condomínios e todas as estruturas têm de trabalhar de
forma conjunta”.Segundo o governante, até
2017 “80% das verbas eram gastas só no combate”, mas este governo está a
apostar “definitivamente na prevenção, na limpeza, nas queimas e
queimadas controladas e no ordenamento do território”.“Ainda
há muita propriedade, sobretudo a partir da Lezíria do Tejo para cima,
de que não conhecemos os proprietários e isso não é possível”, alertou.