Ministro dos Negócios Estrangeiros defende reforço das fronteiras da UE
4 de jul. de 2025, 15:53
— Lusa/AO Online
“É muito
importante pensar em Schengen, porque está em crise e sob ameaça”,
afirmou Paulo Rangel durante a sua intervenção na conferência “Proteger a
Europa: enfrentar as ameaças de hoje e de amanhã”, uma iniciativa do
grupo do Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu, que
decorre hoje em Lisboa.“A União Europeia
tem a responsabilidade de garantir que as fronteiras externas são
seguras” porque, quando isso não está garantido, “há tendência para os
Estados criarem internamente barreiras que restringem a liberdade de
circulação”, disse.Para tal, o ministro
considerou que é preciso não ultrapassar o limite da capacidade de os
Estados acolherem pessoas e mantê-las com condições de vida dignas.“É preciso cumprir o limite de não aceitar [migrantes] quando já não há capacidade”, sublinhou.“Para
que as pessoas possam ter uma vida digna e com respeito é preciso que
haja controlo nas fronteiras”, referiu Paulo Rangel, alegando que “se
entrarem sem critério e regulação, muitos vão ser explorados e viver em
condições indignas e vai-se criar uma tensão nas comunidades”.Rejeitando
alegações de que haja, hoje, uma “obsessão securitária”, Paulo Rangel
defendeu que insistir na necessidade de segurança, quer em relação ao
cibercrime, quer das infraestruturas críticas ou outras componentes, é,
na verdade, defender a liberdade.“Em todas
as Constituições portuguesas, o direito à liberdade chama-se direito à
liberdade e à segurança. Porque é para defender a liberdade que nós
privilegiamos a segurança”, explicou.“Somos
um partido e grupo a favor da liberdade e dos direitos fundamentais,
mas porque queremos que sejam reais e efetivos temos de nos preocupar
com a segurança”, acrescentou Rangel.Para o
ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, é “fundamental passar a
ideia aos cidadãos [de que] quando queremos segurança cibernética,
digital ou na Inteligência Artificial, não se quer acabar com a proteção
das liberdades individuais, quer-se defender a liberdade”.