Ministro do Ambiente desafia eurodeputados a empenharem-se na lei climática
UE/Presidência
25 de jan. de 2021, 15:45
— Lusa/AO Online
“É
inimaginável que a Europa não seja o primeiro continente a
comprometer-se com a sua neutralidade carbónica”, declarou João Pedro
Matos Fernandes numa audição virtual com a comissão do Parlamento
Europeu para o Ambiente, assumindo que há divergências sobre como lá
chegar mesmo no seio do Conselho Europeu.“Pensam
mal aqueles que acham que se não conseguirmos, a culpa é do Conselho. A
culpa é de todos nós. Todos temos que fazer um trabalho para irmos ao
encontro do que manifestamente os cidadãos europeus nos solicitam”,
argumentou o ministro português, dirigindo-se aos deputados europeus que
o questionaram sobre como é que a presidência portuguesa da União
Europeia pretende agir.Matos Fernandes
assumiu que, mesmo dentro dos países da União Europeia, “há ainda
posições divergentes” sobre temas como o “orçamento carbónico”, ou seja,
o limite de emissões que cada país e a União como um todo tem para
cumprir a meta de neutralidade carbónica, definida pela Comissão
Europeia como 2050, e de limitação do aquecimento global.“Posso
garantir-vos que tudo faremos para que haja lei do clima no final deste
semestre, mas não ponham a questão como se fosse só minha ou do
conselho”, declarou, salientando que uma negociação só corre bem quando
cada uma das partes define bem o que tem para dar, não apenas o que
pretende da outra parte.O ministro indicou
que tem havido reuniões com os deputados europeus e afirmou esperar que
o Parlamento “também tenha definido o que tem para dar neste processo”,
com a vista a aprovar uma lei do clima até ao fim da presidência
portuguesa da União.