Ministro desafia portos a apostarem nas áreas verde e digital

7 de fev. de 2023, 05:55 — Paulo Faustino

O ministro das Infraestruturas desafiou ontem os portos dos Açores a apostarem nas áreas verde e digital, como forma de superar dificuldades financeiras a seguir aos danos provocados por intempéries, e tornar as infraestruturas portuárias mais “resilientes e competitivas”.Depois da sua deslocação à ilha das Flores, onde visitou o porto das Lajes, fustigado mais de uma vez pelo efeito de temporais (a começar pelo furacão Lorenzo, em 2019), João Galamba esteve ontem no porto de Ponta Delgada e sinalizou as possibilidades que também se abrem para a Região por via do financiamento nas áreas verde e digital.Acompanhado pelo presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, e pela Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, o ministro chamou a atenção da tutela que as áreas verde e digital, sendo “uma grande aposta da União Europeia e do país”, têm uma “forte aplicação” nos portos, entre outros domínios, tal traduzindo-se numa “oportunidade” também para o arquipélago. E com “todo o apoio do Governo da República”. “A transição energética e digital são oportunidades para todo o país. São, seguramente, uma oportunidade para os portos do continente e seguramente uma oportunidade para os portos da Região Autónoma dos Açores. São também uma oportunidade importante para ir buscar fundos a programas diretamente geridos pela Comissão Europeia”, indo para além do “envelope financeiro que nós já temos”.O ministro enfatizou a importância da digitalização, e no caso concreto da “conectividade”, aludindo ao projeto de substituição do sistema de cabos submarinos que ligam o Continente aos Açores e Madeira, mas também a “sistemas de armazenamento e data centers”.Segundo referiu, as verbas disponibilizadas para a Região no âmbito do programa PT2030 são à volta de 170 milhões de euros.Por seu lado, o chefe do executivo açoriano disse que as “sinergias” entre a Região, o Estado e a União Europeia “são fundamentais” e devem prosseguir, tendo em conta as oportunidades de financiamento comunitário. “Os interesses das infraestruturas portuárias servem o país inteiro e até mesmo a União Europeia, nesta projeção atlântica que representamos”, ressalvou José Manuel Bolieiro. Que fez ainda menção ao trabalho da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER) no potenciar destas sinergias e no aproveitamento de oportunidades de investimento por via de fundos comunitários.