Ministro das Finanças diz que Governo retirou Portugal da “posição isolada” de terceiro país mais endividado
2 de dez. de 2022, 12:15
— Lusa/AO Online
“O esforço que nós fizemos
durante o ano de 2022 vai-nos permitir fazer com que Portugal deixe de
ter esta posição de terceiro destacado no pódio dos países mais
endividados e que Portugal integre um pelotão onde estão, por esta
ordem, Espanha, França e Bélgica”, declarou
Fernando Medina.O responsável falava num
jantar, no Funchal, integrado no evento “500 maiores empresas da
Madeira”, organizado pelo Diário de Notícias da Madeira.“Nós
teremos este ano a maior redução do peso da dívida pública no produto
desde que há qualquer tipo de registo”, disse Fernando Medina,
reforçando: “Ouviremos sempre os críticos desvalorizarem, dizerem que
foi a economia, que foi a inflação. É verdade, tudo isso ajuda. Mas a
verdade também é esta: se tivéssemos decidido gastar o dinheirinho todo,
a dívida tinha-se mantido como está.”O
governante socialista considerou que a redução da dívida pública é um
dos aspetos que beneficia o país face à atual conjuntura internacional,
destacando também a localização geográfica como fator de atratividade e
desenvolvimento, bem como a taxa de emprego elevada e a estabilidade
política e social.“Portugal detinha, à
entrada do ano de 2022, uma dívida pública de 125% do produto”, lembrou
Medina, adiantando que apenas a Grécia e a Itália apresentavam dívidas
superiores.“A questão fundamental é que
nós deixaremos de ter numa posição isolada, nós passaremos a estar
perfeitamente integrados dentro do que são médias de países com
economias de dimensão muito superior à portuguesa”, reforçou. O
ministro das Finanças referiu, por outro lado, que as prioridades do
Governo socialista para 2023 assentam no apoio ao rendimento das
famílias e proteção do emprego, no aumento do investimento e nas
finanças públicas equilibradas. “O nosso
objetivo para o ano de 2023 é termos um saldo primário de 1,6% do
produto, isto é, Portugal passa a ter um superavit nas suas contas
orçamentais, se excluirmos a dimensão dos juros que temos para pagar”,
disse, explicando que isso vai permitir uma redução da dívida pública
para 110% do produto. “O nosso objetivo é chegar a 2026 com uma dívida abaixo de 100% do produto”, afirmou.