Ministro da Saúde quer resolver questões pendentes com os Açores até final da legislatura
12 de jun. de 2018, 07:47
— Lusa/AO Online
“Queremos que até
ao final desta legislatura estas matérias não sejam tema”, adiantou, em
declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com o secretário
regional da Saúde dos Açores, em Angra do Heroísmo.Em
julho de 2016, foi criado um grupo de trabalho com representantes do
Governo Regional dos Açores e do Governo da República, para regularizar
as dívidas existentes entre os sistemas regional e nacional de saúde
referentes ao tratamento de habitantes dos Açores nos hospitais do
continente e vice-versa.“Estamos
a resolver um contencioso histórico que se arrastava há décadas”,
apontou o ministro, acrescentando que está em causa “um exercício de
reconciliação de grande complexidade que obriga a tipificar, a
classificar e a encontrar a fonte de dívida”, mas que é feito com
“grande seriedade, com grande rigor e com o tempo necessário para que se
chegue também nesse domínio a um entendimento”.Questionado
sobre a data prevista sobre a apresentação de conclusões do grupo de
trabalho, Adalberto Campos Fernandes disse apenas que seria “o mais
depressa possível”.“Se
pudesse ser para amanhã, ficávamos os dois muito satisfeitos. Mas, como
também diz o povo, depressa e bem não há quem. Convém ser feito com
conta, peso e medida. O que importa é que o problema desapareça e não
volte a aparecer, porque nestes processos o problema não é tanto
eliminar as pendências antigas, é evitar que todos os dias apareçam
problemas novos”, salientou.Por
sua vez, o secretário regional da Saúde dos Açores, Rui Luís,
questionado sobre os valores em dívida, disse apenas que “não há
conflito, nem contencioso” entre os dois executivos sobre esta matéria.“As
informações que temos são as de que se trata apenas de um acerto de
contas. Independentemente do valor, é uma questão agora quase que
contabilística de saldar de um lado e de outro. A partir daí, já não nos
preocupamos com isso, porque é uma questão meramente técnica”, apontou.Os
dois governos assinaram hoje um memorando que prevê cooperação entre
diversas áreas, desde a formação de profissionais de saúde, a sistemas
de informação, passando pela telemedicina ou pelas compras agregadas de
medicamentos.“O
país tem demasiadas dificuldades, porque não é ainda um país que se
possa considerar com liberdade financeira, rico. Portanto, a nossa
obrigação é ajudarmo-nos uns aos outros”, frisou o ministro.Uma
das principais áreas de colaboração será a possibilidade de formação de
especialidades médicas nos Açores para permitir uma maior fixação de
profissionais nas diferentes ilhas. “A
questão da acessibilidade nos Açores será sempre um problema, porque
está ligada diretamente com a nossa situação territorial e, portanto, a
fixação dos profissionais de saúde, aliada à sua formação, é
fundamental”, salientou o secretário regional da Saúde.