Ministro da Saúde diz ser "boa notícia" fim das máscaras obrigatórias
6 de abr. de 2023, 18:39
— Lusa
“É
evidentemente uma boa notícia. Significa que nós fomos sendo muito
cuidadosos no aliviar das medidas, desde que, no outono passado,
terminámos com o estado de alerta”, afirmou Manuel Pizarro aos
jornalistas, em Évora.Segundo o ministro,
que falava à margem de uma visita às obras do novo Hospital Central do
Alentejo, em construção na periferia de Évora, esta medida do fim do uso
das máscaras só é possível devido às medidas tomadas anteriormente, ao
trabalho dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e à adesão
dos portugueses à vacinação contra a covid-19.“Fomos
medindo o impacto dessa decisão [de as máscaras deixarem de ser
obrigatórias] e estamos hoje muito seguros do ponto de vista técnico que
podemos terminar com esta obrigatoriedade”, nomeadamente “nas
estruturas de saúde, nos lares residenciais para pessoas idosas e na
rede de cuidados continuados”.Na
apresentação das conclusões da reunião de hoje do Conselho de Ministros,
a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciou que foi
aprovado o decreto-lei que determina o fim da obrigatoriedade do uso de
máscaras nos estabelecimentos e serviços de saúde, que tinha sido
imposto na sequência da pandemia de covid-19.Na
visita que efetuou às obras do novo hospital em Évora, acompanhado pela
ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, o governante que tutela a
pasta da Saúde foi também questionado sobre quando entrará em vigor
esta medida relativa às máscaras.“A partir
do momento em que o diploma seja publicado. O diploma agora precisa de
ser promulgado pelo senhor Presidente da República e, depois, publicado,
para fazer força de lei”, explicou.Apesar
do decreto-lei agora aprovado pelo Governo, Manuel Pizarro alertou para
as lições aprendidas com a covid-19 e alertou que é preciso que “todos”
tenham aprendido o que fazer quando estão doentes.“Cada
um de nós, quando estiver doente com uma doença respiratória, covid ou
outra doença respiratória, deve usar máscara para se proteger e,
sobretudo, para proteger os outros”, avisou.E,
além disso, “haverá sempre espaços onde, de forma transitória ou
permanente, será recomendado ou obrigatório o uso de máscara”, avisou o
ministro, apontando como exemplo algumas alas de hospitais, alguns
espaços onde se encontrem pessoas mais vulneráveis: “Mas isso é normal,
já era assim antes da pandemia”.Questionado
ainda sobre se o fim das máscaras significa o fim da covid-19, o
ministro da Saúde foi perentório: “Não, o fim é quando a Organização
Mundial de Saúde decretar o fim do covid”.Mas
Portugal vive, atualmente, “um momento muito tranquilo” desse ponto de
vista, o que “se deve muito aos SNS e aos seus profissionais” e também
“aos portugueses que voltaram, neste inverno, a aderir massivamente à
campanha de vacinação”, o que permite “uma elevadíssima penetração da
vacinação” e o “aliviar” das medidas, realçou.