Ministro da Presidência afasta relação com buscas que envolveram o cunhado
Hoje 15:29
— Lusa/AO Online
Em resposta à Lusa, o gabinete
de António Leitão Amaro sublinhou que “o ministro não teve também
intervenção em procedimentos de contratação pública de helicópteros”. “O
ministro da Presidência não tem qualquer envolvimento ou relação com a
investigação criminal tornada pública e que envolve um seu familiar ”,
referiu.O gabinete acrescentou ainda que a
investigação prossegue, considerando “inadmissível envolver ou
culpabilizar alguém por relações familiares”.“São,
por isso, caluniosas as associações de imagem ou nome do ministro em
notícias de uma investigação relativamente ao qual ele não tem qualquer
envolvimento”, referiu ainda.A Polícia
Judiciária realizou buscas por suspeitas de corrupção relacionadas
com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, que
incluem Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro António Leitão
Amaro.A notícia das buscas foi avançada
pelo canal NOW e confirmada à Lusa por fonte ligada ao processo, tendo o
canal avançado que o principal alvo das diligências desencadeadas pela
Polícia Judiciária é Ricardo Leitão Machado e que as buscas decorrem na
sua residência, no Restelo, em Lisboa, e em várias empresas. O
inquérito está com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal
(DCIAP), que investiga crimes de burla qualificada, corrupção passiva e
ativa e associação criminosa relacionados com suspeitas da “prática de
ilegalidades relacionadas com a contratação de meios aéreos para combate
a incêndios rurais”, lê-se no comunicado. Segundo
a PJ, existem suspeitas de que “os responsáveis das empresas
concorrentes, após terem acesso a informações privilegiadas, combinando
previamente entre si as propostas a apresentar nos procedimentos
lançados, lesando os interesses financeiros do Estado”. Estas
buscas estão relacionadas com as já feitas em maio do ano passado, no
âmbito da operação “Torre de Controlo” e que resultaram na constituição
de 12 arguidos - sete pessoas singulares e cinco pessoas coletivas - por
suspeitas de corrupção, ativa e passiva, burla qualificada, abuso de
poder, tráfico de influência, associação criminosa e de fraude fiscal
qualificada relacionadas com os concursos públicos para o combate aos
incêndios rurais.