Ministro da Educação reitera que vacinação é facultativa, mas também uma medida “redundante”
Covid-19
25 de mar. de 2021, 16:24
— Lusa/AO Online
“A
difícil decisão de voltar a fechar as escolas, em janeiro deste ano, em
nada se deveu a serem espaços de menor segurança ou merecerem menos a
nossa confiança”, começou por dizer Tiago Brandão Rodrigues na Comissão
Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à
pandemia da doença Covid-19.Na sua
intervenção inicial, o ministro recordou o último ano e a lista de
medidas decididas pelo Governo para assegurar a segurança sanitária nas
escolas, em plena pandemia.A essas medidas
chamou-lhes 'redundantes', acrescentando que a testagem em massa e a
vacinação dos professores e pessoal não docente são “ainda mais
redundância”, no sentido em que acrescentam níveis de segurança.Durante
a audição, o governante foi repetidamente questionado sobre a vacinação
dos profissionais e uma das dúvidas colocadas pela deputada do CDS-PP
Ana Rita Bessa foi o que aconteceria àqueles que recusassem a vacina.“A
vacinação para a Covid-19 é facultativa. Sendo facultativa, não há
direitos civis, laborais ou outros que possam ser postos em causa pela
não vacinação”, sublinhou o ministro.Por
outro lado, e apesar de considerar a vacinação “absolutamente central
para conseguirmos a imunidade de grupo”, Tiago Brandão Rodrigues disse
também que no contexto educativo, essa medida soma-se a muitas outras
que garantem a segurança das escolas.O
mesmo argumento foi utilizado quando questionado sobre a campanha de
testagem, no âmbito da qual serão realizados testes de diagnóstico da
covid-19 em todas as escolas de Portugal continental na primeira semana
da reabertura, e depois repetidos nas zonas de maior risco.Sobre
o tema, a deputada Cláudia André, do PSD, quis saber por que motivo os
rastreios se realizam na primeira semana de aulas presenciais, e não
antes do regresso, prevenindo assim eventuais contágios.“A
pergunta também poderia ser feita exatamente ao contrário”, respondeu o
ministro, afirmando que se os testes tivessem sido realizados na semana
anterior, poder-se-ia argumentar que “aquilo que foi feito já não serve
para agora”.Durante a audição, e fazendo
uma retrospetiva do último ano, em que o ensino teve de continuar a
funcionar apesar da pandemia, o ministro da Educação admitiu que o
executivo "não terá certamente feito tudo bem”.“Mas fizemos muito, o melhor que foi possível e num tempo que nunca antes se pensou possível”, sublinhou.Mais
tarde, e em resposta ao deputado socialista Porfírio Silva sobre a
“continuidade do espírito de parceria com que o Ministério tem
enfrentado a pandemia”, o governante disse ainda: “Teríamos feito muito
pior se não tivessem sido os nossos parceiros naturais”.