Ministro da Educação lamenta inflexibilidade de docentes de Escola Enfermagem Coimbra
18 de jul. de 2024, 10:17
— Lusa/AO Online
“O
MECI lamenta a inflexibilidade manifestada pelos docentes da Escola
Superior de Enfermagem de Coimbra, que estão em greve às avaliações,
causando graves prejuízos para os alunos e para o seu percurso formativo
e profissional, sobretudo para aqueles que se encontram na fase final
dos seus estudos”, refere em comunicado, o Ministério da Educação,
Ciência e Inovação. A greve dos
professores da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) teve
início a 04 de junho e vai prolongar-se até ao fim de julho, depois de
uma decisão tomada pelos docentes em plenário realizado no dia 09 de julho.Teve
início “apenas dois meses depois da tomada de posse do atual Governo,
quando esta é uma questão que se arrasta há vários anos”, precisa o
comicado.A nota, enviada aos jornalistas,
informa que o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando
Alexandre, reuniu-se, na segunda-feira à tarde, por videoconferência,
com professores da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, para
discutir a questão do posicionamento na carreira, em resultado da
avaliação de desempenho, dos docentes daquela instituição de ensino
superior (IES).“Durante o encontro, o
ministro assumiu o compromisso de encontrar uma solução equilibrada que
permita às IES a alteração do posicionamento remuneratório no âmbito da
progressão gestionária, que depende dos regulamentos internos
específicos de cada instituição, bastante diversos entre si”,
acrescenta.Segundo o MECI, “nenhuma
decisão poderá ser tomada sem que sejam tidos em consideração os seus
efeitos em todo o sistema do ensino superior”. “Nesse
sentido, o MECI solicitou na semana passada, em carta dirigida a todos
os reitores e presidentes das IES, informação sobre o impacto orçamental
de alterações no posicionamento na carreira em resultado da avaliação
de desempenho”, esclarece.De acordo com o
comunicado, o Governo, em articulação com as IES, vai avaliar o impacto
orçamental das progressões na carreira, além das obrigatórias, e do
subsequente posicionamento remuneratório dos docentes, tendo em conta os
resultados da avaliação de desempenho.“O
MECI pretende, ainda, alterar estruturalmente o atual regime, para que
as IES possam implementar estratégias efetivas de gestão de recursos
humanos, sempre balizadas pela sua condição orçamental. Este compromisso
foi também assumido na carta dirigida na semana passada a todos os
reitores e presidentes das IES”, conclui.