Ministro da Defesa quer mais presença das Forças Armadas nos Açores e na Madeira
9 de out. de 2017, 14:46
— LUSA/AO online
“Evidentemente”, referiu Azeredo Lopes, esse reforço de meios “implica um reforço financeiro”.“Tenho
esperança que possamos reforçar o investimento” para assim ampliar a
presença das Forças Armadas nos arquipélagos, sustentou, em declarações
aos jornalistas, no Porto, no âmbito de um 'workshop' sobre “Segurança
Marítima” que incluiu a inauguração da estação do programa “Costa
Segura” da Cantareira.Questionado se o próximo Orçamento do
Estado prevê esse investimento, o ministro não adiantou pormenores,
lembrando apenas que “ainda não há orçamento para 2018”.Azeredo
Lopes disse também ter sido “muito importante verificar como”, a seu
pedido, “é feita uma diretiva do Estado Maior para reforçar os meios” e,
imediatamente, a Marinha ter decidido fazer o mesmo, estando já “a
reforçar esses meios”.O ministro da Defesa sustentou que os
arquipélagos “são parte integrante do território nacional, o que
“significa que têm os mesmos direitos e expectativas que aqueles que
habitam em território continental”.Azeredo Lopes lembrou ainda
que “a dimensão da insularidade” dos arquipélagos “leva a que se
justifique cuidado muito particular nos meios de transporte, de
salvamento, que está muito a cargo da Força Aérea, mas onde também a
Marinha pode ter um papel muito importante a desempenhar”. A
relação com o Atlântico, “que não tem propriamente a ver com o
salvamento, mas com o peso cada vez maior que na nossa defesa tem” e no
peso que a Defesa Nacional vai ter no Atlântico, "e em particular as
relações transatlânticas”, é outra dimensão que justifica o reforço de
meios, destacou também o ministro.Azeredo Lopes acrescentou
igualmente que este “reforço está associado” ao projeto de criar um
Centro de Segurança Atlântica nos Açores, “projeto inovador” que espera
“ter concluído a médio prazo” e “resultou de uma declaração de apoio dos
Estados Unidos” da América.“Tudo isso tem de ser articulado de forma coerente”, afirmou.No
dia 12 de setembro, em Washington, o ministro da Defesa, propôs ao
secretário da Defesa norte-americano, James Mattis, a criação deste
centro, na Base das Lajes, nos Açores. "Portugal considera que
chegou a altura de apresentar novas ideias para valorizar aquele que é,
de facto, um enorme ativo para a segurança atlântica. A ideia principal,
o projeto mais ambicioso, é a constituição de um centro de segurança
atlântica nos Açores, que vá muito a frente do academismo e que
represente a valorização de uma das principais capacidades de Portugal",
explicou, então, Azeredo Lopes. O ministro disse que a "ideia já
tinha sido referida inicialmente, de forma embrionária", mas que
"Portugal já a tem muito mais trabalhada neste momento."O novo centro poderia formar não só oficiais portugueses, mas também de outros países interessados na segurança do Atlântico. O
membro do Governo precisou que o centro "não estaria, necessariamente,
sob jurisdição da NATO, embora possa vir a ser, no futuro, reconhecido
como um centro de excelência da Aliança Atlântica."Durante o
encontro no Pentágono, que excedeu a duração inicialmente prevista, o
secretário da Defesa norte-americano, James Mattis, respondeu de forma
positiva à proposta.