Ministro da Defesa diz que helicópteros Black Hawk serão ajuda acrescida
Incêndios
Hoje 14:38
— Lusa/AO Online
“Ainda
bem que em 2026 nós vamos contar com mais meios do que existiam em
2025, nomeadamente com estas máquinas que são extraordinárias, são
polivalentes e serão uma ajuda acrescida”, afirmou Nuno Melo, em Leiria,
num ponto de situação sobre o trabalho do Comando Integrado de
Prevenção e Operações (CIPO).O CIPO,
inicialmente instalado numa viatura da Autoridade Nacional de Emergência
e Proteção Civil nos Bombeiros Sapadores de Leiria e agora numa sala da
mesma corporação, tem como finalidade a remoção do material combustível
acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura
de caminhos e a melhoria de acessos.A
redução do risco de incêndio rural antes do verão, num ano em que há
milhares de árvores caídas devido às tempestades, é o que Governo
pretende com esta estrutura, que envolve os ministérios da Administração
Interna, Defesa e Agricultura e Mar.Há um
mês, na apresentação do CIPO, Nuno Melo anunciou que as Forças Armadas
vão ter este ano helicópteros Black Hawk e aviões C-130 empenhados no
combate aos incêndios, com militares treinados para os pilotar.Na
quarta-feira, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre,
admitiu que, entre as fragilidades encontradas no exercício europeu que
decorreu em Viseu está o abastecimento aos helicópteros Black Hawk da
Força Aérea, sendo necessário fazer um ajuste. Confrontado
com esta situação, Nuno Melo afirmou que os Black Hawk “são máquinas
fantásticas”, destacando que “há quem entenda até que são mais precisas
que outras no lançamento de água, desde logo, para combate aos fogos
florestais”.O governante adiantou que
serão dois, para já, os helicópteros Black Hawk a operar, “num número
que está a crescer, com pilotos que estão a ser formados, com a
competência, capacidade de planeamento, de organização e eficácia na
execução que as Forças Armadas, normalmente, demonstram em tudo aquilo
que são missões que lhes são pedidas”.O
ministro realçou ainda que “as Forças Armadas não estão empenhadas
apenas com estes dois helicópteros” no combate aos incêndios, mas estão a
“crescer em capacidades” que ficam colocadas à disposição da população,
adiantando que o ministério “investiu já na aquisição de ‘kits’ de
incêndios que estão a ser instalados em aeronaves C-130 e que, no final
de 2026, início de 2027, serão mais um meio complementar de apoio”.“Foi
por nós aprovada a resolução que levou à aquisição de duas aeronaves
Canadair, bombardeiros pesados, muito eficazes, mas, enfim, com muita
procura e que estarão prontos a partir de 2029”, referiu.Por
outro lado, o ministro da Defesa salientou, este ano, “o empenhamento
dos três ramos das Forças Armadas” numa base de complementaridade, em
ações em vários municípios, “com patrulhas em terra, do Exército e da
Marinha, com o empenhamento também de meios aéreos”, incluindo drones,
importantes na vigilância e na dissuasão.Segundo
Nuno Melo, “as Forças Armadas estão a dar tudo o que têm, com os meios
que podem, com a competência que lhes é reconhecida e, independentemente
daquilo que suceda, com a consciência tranquila de que mais não
poderiam ter feito”.