Ministro da Defesa acredita que área espacial vai ser essencial para a economia nacional

28 de abr. de 2021, 15:09 — Lusa/AO Online

“Tenho muita confiança em que o espaço vai ser uma área de excelência para a economia portuguesa dentro de poucos anos”, afirmou João Gomes Cravinho aos jornalistas, no final de uma visita ao Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), em Matosinhos, no distrito do Porto.A aposta de Portugal na área espacial vai permitir colocar o país “internacionalmente na vanguarda” de uma área cada vez mais fundamental para o bom funcionamento das sociedades, frisou. O governante admitiu que “talvez não haja grande consciência disso”, de que muitas áreas das economias hoje em dia funcionam através de comunicações por satélites. E, portanto, o espaço é uma área imprescindível de trabalho para as economias modernas, acrescentou. Depois de uma “excelente experiência” de Portugal na área aeronáutica, o Governo quer replicar essa mesma experiência no setor espacial pelo facto de o país ter algumas mais-valias muito particulares e algumas necessidades muito próprias, explicou João Gomes Cravinho. “Temos responsabilidades únicas em relação a cerca de um quarto do Atlântico Norte e essas são exercidas de múltiplas maneiras, mas a utilização do espaço é imprescindível para isso”, sublinhou. Em maio, O ministro vai inaugurar o Centro de Operações Espaciais, nos Açores, no âmbito do programa europeu “Space Surveillance and Tracking (SST)” para detetar objetos em órbita da Terra que possam constituir um perigo real.O novo centro de operações estará instalado no Parque de Ciência e Tecnologia da ilha Terceira, nos Açores, onde também se encontra localizado o primeiro telescópio português dedicado a operações de vigilância espacial, que entrou em funcionamento em outubro de 2020.O projeto SST é um programa europeu que tem como objetivo a monitorização, caracterização e seguimento dos objetos na proximidade da Terra, que possam constituir um perigo real, quer para as infraestruturas em sua órbita, como os satélites, quer para a segurança dos cidadãos.