Ministro da Administração Interna anuncia formação de 600 novos agentes da PSP em 2019
23 de nov. de 2018, 14:40
— Lusa/AO Online
Eduardo
Cabrita presidiu ao encerramento do 14.º curso de formação de agentes
da PSP, na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas (Santarém),
concluído por perto de 400 elementos (60 deles mulheres), que, a partir
da próxima semana, serão colocados por todo o país.O
ministro afirmou que o próximo curso, para 600 elementos, representa um
crescimento de 50%, sendo “um dos maiores dos últimos tempos”.Questionado
sobre se estes números conseguem responder às saídas e à necessidade de
reforço do efetivo policial, sublinhado pelo diretor nacional da
Polícia de Segurança Pública (PSP), Luís Farinha, que apontou, no seu
discurso, como “desejável” 800 novas entradas por ano, ou, pelo menos,
nunca menos que as saídas, Eduardo Cabrita afirmou que “a questão não
pode ser vista assim”. “Foram
autorizadas recentemente 400 pré-aposentações no próximo ano, há outras
saídas para além dessas, mas, sobretudo, temos novos elementos
tecnológicos, novas condições de apoio ao exercício de funções”, disse.O
ministro referiu ainda a negociação em curso com as Câmaras Municipais
para a “redefinição da resposta, sobretudo nas áreas de maior densidade
populacional”, o que permitirá “usar melhor os efetivos nas áreas
urbanas mais significativas, dando uma maior eficácia na resposta”. Para o governante, se 2018 “foi um bom ano para a PSP”, 2019 será igualmente “bastante positivo”.Em
concreto referiu que em 2018 houve “o maior volume de promoções dos
últimos 10 anos” (1.500 autorizadas), que cerca de 2.500 elementos
passaram para o nível remuneratório seguinte e que mais de 15.000
polícias beneficiaram do descongelamento de carreiras, tendo sido
promovidos.“Nas três categorias, mais de 18.000 elementos beneficiaram este ano de alterações no estatuto profissional”, frisou.Eduardo
Cabrita referiu ainda o aumento do investimento, até 2021, em
infraestruturas e equipamentos, num valor global destinado às forças de
segurança sob a alçada do MAI que ascende aos 450 milhões de euros, “o
maior volume de investimento de sempre”. Como
exemplos referiu as 70 instalações atualmente em projeto ou já em obra e
as cerca de 700 viaturas que entrarão em funcionamento no próximo ano,
além do investimento, “também muito significativo, em armamento, em
equipamentos de proteção individual e em apoio tecnológico”. O
ministro afirmou que a “presença de proximidade” que caracteriza a
intervenção da polícia é motivo de “orgulho” para os portugueses, ao
contribuir para que Portugal “seja avaliado por turistas e investidores
como um dos países mais seguros do mundo, adequado à realização de
grandes eventos”, como o Web Summit ou o Festival da Eurovisão.Segundo afirmou, a criminalidade violenta e grave reduziu 8% em 2017 e 9% este ano, até ao final de outubro.Eduardo
Cabrita realçou ainda a intervenção policial no porto de Setúbal, ao
defender “a liberdade sindical” e afirmar “a importância estratégica da
economia nacional e da sua vocação exportadora”.