Ministro apela a regresso às universidades para preparar já próximo ano
Covid-19
11 de mai. de 2020, 14:55
— Lusa/AO Online
“A
Universidade e o conhecimento exigem pessoas”, afirmou Manuel Heitor à
agência Lusa à margem de uma sessão na Faculdade de Ciências Médicas da
Universidade Nova de Lisboa, que marca o reinício de sessões presenciais
nesta instituição.Manuel Heitor afirmou
que o próximo ano letivo “tem que começar a ser preparado já, sem
esperar até setembro” e se terão que “adotar medidas de ensino
combinado: presencial e à distância”, abrindo o ensino superior a mais
jovens, e destacou que se vai viver uma “situação crítica associada ao
desemprego” provocado pela pandemia.Por
isso, é preciso começar "já em maio e junho uma reativação faseada e com
responsabilidade", planeando para o próximo ano letivo o que poderá ser
presencial e mantido à distância.O
ministro indicou que no próximo letivo, as universidades e politécnicos
poderão abrir concursos especiais para estudantes que tenham terminado o
ensino secundário pela via profissional.Até
agora, esses alunos só podiam entrar fazendo os exames de acesso dos
alunos que entram pela via humanística ou científica ou através da
realização de cursos curtos de acesso.O
governante apelou ao “ativismo científico e académico” dos
investigadores portugueses, pedindo que universidades e empresas
participem no esforço global contra o novo coronavírus lançado pela
Organização Mundial de Saúde e pela Comissão Europeia, em que se
mobilizaram cerca de 7,5 mil milhões de euros para acelerar a
investigação de uma vacina, terapias e meios de diagnóstico.O
ministro apontou o trabalho que já se fez nesta área no último mês, com
a mobilização de 19 laboratórios certificados pelo Instituto Nacional
de Saúde Ricardo Jorge que se reorientaram para fazer testes de
diagnóstico nos lares de idosos.“À data
de ontem [domingo] tinham sido feitos mais de 50 mil testes, a um ritmo
de quatro mil por dia, uma mobilização inédita que está a funcionar”,
indicou.Manuel Heitor referiu que além dos
grandes laboratórios de medicina molecular, instituições como o
laboratório de Microbiologia Alimentar em Viana do Castelo, o
Laboratório de Investigação da Montanha de Bragança ou o Laboratório de
Microbiologia Agrária de Évora se reconfiguraram para aderir ao esforço
de testagem em todo o país.Saudando o
envolvimento destas instituições e dos investigadores que se
voluntariaram, ressalvou que é preciso “evoluir para uma nova forma de
integrar os testes com a atividade científica regular, que tem que ser
retomada”.