Ministro admite início do ano letivo com falta de professores, mas “máxima normalidade”
2 de set. de 2025, 17:54
— Lusa/AO Online
“Estamos a
trabalhar para que o arranque letivo se inicie com a máxima
normalidade. O ano passado isso aconteceu, estou certo de que este ano
também vai acontecer”, disse Fernando Alexandre, em declarações aos
jornalistas à margem da sessão de apresentação do relatório final do
estudo de avaliação do sistema de ação social no ensino superior, que
decorreu no Teatro Thalia, em Lisboa. Questionado
sobre a falta de professores a cerca de duas semanas do início do ano
letivo, que arranca entre 11 e 15 de setembro, o ministro da Educação,
Ciência e Inovação reconheceu que não é possível “resolver os problemas
estruturais que se arrastam há muitos anos”.Sem
contabilizar, uma vez que os processos de contratação de professores
estão a decorrer, disse que as aulas vão começar, para alguns alunos,
com algumas falhas.“A nossa batalha, nesta
fase inicial, à medida que garantimos mais formação de professores e
alargamos o leque de contratação de professores, é que as escolas tenham
flexibilidade e instrumentos adicionais para conseguirem responder a
estas faltas de curto prazo”, referiu.Na
semana passada, as escolas tinham ainda cerca de três mil horários de
professores por preencher e o Governo anunciou a abertura de um concurso
extraordinário com quase 1.800 vagas de vinculação nas zonas com
maiores dificuldades em atrair docentes.Entretanto,
prosseguem as reservas de recrutamento que permitem às escolas
contratar semanalmente mais docentes, tendo os diretores também a
hipótese de recorrer às contratações de escolas.Segundo o ministro, os resultados do concurso extraordinário deverão ser conhecidos em novembro.“Só
quando as aulas começarem é que nós faremos o primeiro balanço de todo
este processo de colocação, porque há vagas que não estão preenchidas,
mas centenas de vagas vão ser preenchidas nas próximas semanas”,
referiu.Fernando Alexandre foi também
questionado sobre as novas aprendizagens essenciais da disciplina de
Cidadania e Desenvolvimento, cuja versão final foi enviada na
segunda-feira às escolas, que terão até as férias do natal para elaborar
as suas estratégias de Educação para a Cidadania.“Pela
primeira vez, vamos ter uma disciplina de Cidadania que está
estruturada e que, com um trabalho de formação de professores, vai
permitir que cumpra efetivamente o objetivo com que foi criada, que é
contribuir para a melhor formação de cidadãos”, afirmou o ministro,
considerando que os contributos recebidos na consulta pública permitiram
“melhorar muito o documento”.Sem
alterações significativas ao documento que esteve em consulta pública, a
versão final clarifica alguns conceitos, que ganham mais peso,
respondendo a algumas críticas apontadas, sobretudo na área da Educação
Sexual e sexualidade, conceitos omissos na versão anterior e que
Fernando Alexandre diz estarem agora mais explícitos.