Ministro admite atrasos na atribuição das pensões devido à falta de pessoal
4 de abr. de 2018, 14:03
— Lusa/AO online
Questionado
pelos jornalistas no final de uma audição parlamentar de cerca de
quatro horas, durante a qual o Governo foi questionado sobre esta
questão, Vieira da Silva admitiu que o valor médio entre o período de
requerimento da pensão e a atribuição é atualmente “excessivo”, demora
“alguns meses”, mas depende da complexidade das situações. “É
um trabalho duro e que é feito com poucos trabalhadores”, disse Vieira
da Silva, sinalizando que o Governo está a tomar medidas para reforço do
quadro do CNP.Durante
a audição, a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim,
referiu que o CNP teve um corte de 24% do quadro de pessoal entre 2011 e
2015, que existem 11 procedimentos concursais em todo o país e que vão
abrir mais 18 numa tentativa de “melhorar os tempos de decisão”
relativos à atribuição das pensões.Nas restantes prestações sociais, a tendência é de redução do tempo médio de atribuição. No
fim de semana, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e
Idosos MURPI exigiu que fossem "tomadas medidas com urgência" para
garantir que os cidadãos recebem as prestações da Segurança Social a que
têm direito "com celeridade".Em
comunicado, a organização que representa milhares de reformados
adiantou que "tem recebido inúmeras reclamações de requerentes de
prestações da Segurança Social sobre atrasos significativos que se
verificam na atribuição de diversas prestações, nomeadamente, pensões de
velhice, sobrevivência, reembolso de despesas de funeral", entre
outras.De
acordo com a MURPI, "os atrasos são ainda mais significativos nas
situações em que o requerente apresenta exercício de atividade no
estrangeiro em país com o qual Portugal se encontra vinculado por
instrumento internacional sobre Segurança Social".