Ministra do Trabalho não se compromete com data para levar lei laboral ao parlamento
Hoje 11:56
— Lusa/AO Online
Em
resposta à deputada Joana Cordeiro da Iniciativa Liberal (IL), Rosário
Palma Ramalho afirmou que o Governo não se pode "comprometer" com um
prazo para converter o anteprojeto de revisão laboral em proposta de lei
a submeter à Assembleia da República, "porque depende da dinâmica da
Concertação Social". "O que posso dizer é
que não vamos eternizar [a discussão na Concertação Social], portanto se
essa dinâmica não se revelar frutífera, traremos [a proposta] aqui",
acrescentou durante a audição de na Comissão de Trabalho, Segurança
Social e Inclusão, no parlamento.Deste
modo, a governante reiterou que a proposta de lei será submetida ao
parlamento “no momento oportuno” e garantiu que o executivo irá negociar
“com todos os partidos que queiram, efetivamente, negociar”.Questionada
sobre as matérias sobre as quais o Governo não tenciona ceder, Palma
Ramalho afirmou que os “pontos fundamentais” estão “bem claros na
proposta”, destacando, nomeadamente a flexibilização dos “regimes
laborais para aumentar a produtividade e potenciar o aumento dos
rendimentos dos trabalhadores”, a promoção da contratação coletiva “ em
moldes mais dinâmicos e que não cristalizem convenções coletivas com 20 e
30 anos”, bem como as medidas que visam “reforçar os direitos dos
trabalhadores”. Quanto ao impacto que os
resultados das eleições presidenciais de domingo poderão ter na
discussão deste dossier, Palma Ramalho referiu apenas que “o contexto
político na Assembleia é o mesmo”, pedindo que se separem “as águas”.