Ministra do ambiente do Brasil diz que país vai liderar defesa da Amazónia
20 de jan. de 2023, 11:20
— Lusa/AO Online
Marina Silva, reconhecida
líder ambiental que retomou o ministério que ocupou durante o primeiro
governo (2003-2006) de Lula da Silva, assegurou aos participantes no
Fórum Económico Mundial em Davos (Suíça) que o Brasil já possui a
experiência e o conhecimento científico necessários para reduzir a
desflorestação na Amazónia a zero até 2030."Temos
uma experiência bem-sucedida na redução da desflorestação. Nos
primeiros governos de Lula, conseguimos reduzir as taxas de destruição
da Amazónia em 83%", disse.A responsável
brasileira acrescentou que, apesar de nessa altura o Governo ter tido de
começar do zero porque não tinha experiência nem conhecimentos para
combater a desflorestação, agora tem de recomeçar do zero depois do
cenário deixado pelo ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, entre 2019
e 2022."Agora é mais difícil porque
Bolsonaro causou um ‘blackout’ nas políticas ambientais, desmantelou os
organismos de controlo e fiscalização, reduziu os orçamentos para
combater a desflorestação e deu poder aos segmentos que se opõem à
proteção das florestas e dos povos indígenas", afirmou.Marina
Silva recordou que durante os quatro anos do mandato de Bolsonaro, a
devastação na maior floresta tropical do mundo atingiu níveis recorde.A
ministra acrescentou que nos primeiros dias do novo Governo, o plano
para controlar a desflorestação já tinha sido restabelecido, o Fundo
Amazonas foi reativado, as medidas controversas de Bolsonaro, como a que
permitia a exploração mineira na Amazónia, foram revogadas, e foi
criado um grupo de 17 ministérios para definir políticas de preservação.