Ministra da Saúde diz que tempo de espera para primeira observação diminuiu
Hoje 17:27
— Lusa/AO Online
“Este ano os tempos de
espera para a primeira observação (triagem) reduziram. O SNS tem
mostrado que está preparado para o que for necessário”, disse Ana Paula
Martins em declarações aos jornalistas no Hospital de Santa Luzia, em
Viana do Castelo. Outra “inverdade”, para a ministra, refere-se ao excesso de mortalidade em Portugal. “Portugal tem um excesso de mortalidade que é comparável a alguns outros anos, por exemplo 2022/2023”. Afirmou.Relativamente
à epidemia de gripe, disse estar em causa um “percurso longo”, sendo
necessário saber também como vai “evoluir o frio”. “Melhoramos [o SNS] de muitas e diversas maneiras, sobretudo tornando as urgências um local para os doentes urgentes”, vincou.Questionada
sobre se se dirigia a algum candidato presidencial quando criticou
acusações infundadas ao SNS, uma vez que a Saúde foi um dos temas
abordados durante a primeira volta da eleição, a ministra recusou fazer
comentários sobre os políticos.“O que quis dizer foi que não é um bom serviço que se presta a Portugal [dizer essas inverdades]”. Uma coisa “é apontar necessidade de melhorar de forma construtiva”. “Quando
dizemos que nada funciona é o mesmo que dizer às pessoas o contrário do
que as pessoas sentem. Assumir que o SNS e o sistema de saúde como um
todo não dá resposta não é, na minha perspetiva, positivo e construtivo
para o país”.Em causa, assinalou, está um “trabalho de grande qualidade, feito de forma muito humana e abnegada”. Segundo
o Boletim de vigilância epidemiológica da gripe e outros vírus
respiratórios do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA)
divulgado em dezembro, as infeções respiratórias graves continuam a
aumentar em Portugal, sobretudo em idosos e crianças, com aumento de
casos de gripe nos cuidados intensivos na semana passada e excesso de
mortalidade por todas as causas.De acordo
com o INSA, na semana 50 (8 a 14 dezembro), a mortalidade por todas
causas registou valores acima do esperado em Portugal, tendo sido
identificados excessos de mortalidade nas regiões Norte, Centro e
Algarve, em ambos os sexos e nas pessoas com mais de 75 anos.