Ministra da Saúde defende a necessidade de regulamentar a telemedicina

Hoje 17:14 — Lusa/AO Online

Em declarações aos jornalistas em Vila Nova de Famalicão, à margem da inauguração de uma unidade de saúde familiar, Ana Paula Martins explicou que o projeto não pode ser feito sem a colaboração das ordens profissionais e, em algumas matérias, com a auscultação dos sindicatos.A governante reagia à notícia do Jornal de Notícias sobre o crescimento das consultas médicas online num mercado que ainda está por regular.Segundo o JN, a telessaúde tem crescido em Portugal, fazendo disparar também as preocupações, por não haver licenciamento das entidades que prestam este tipo de serviço de consultas online. A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada e a Ordem dos Médicos defendem que têm de ser clarificadas as regras que as entidades devem cum­prir, para garantir o seu escrutínio e a qualidade dos cuidados prestados. “Temos de estar atentos e temos de regulamentar. O Governo já está a trabalhar, está a fazer um projeto legislativo nesse contexto”, referiu.Vincou que essa regulamentação “tem de ser feita com bom senso”. “Há poucos países que tenham essa regulamentação já em vigor, nós também estamos a aprender com outros países da Europa que estão agora também a fazer essa transição”, acrescentou.Lembrou que a Entidade Reguladora da Saúde só pode intervir se houver legislação nesse sentido.“Há um vazio, nós estamos completamente alinhados com a preocupação que a Ordem dos Médicos e que a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada já nos transmitiram de forma muitíssimo objetiva (…). Portanto, podem contribuir muito para a resolução”, disse ainda.