Ministra da Justiça visita tribunal para transmitir confiança na retoma
Covid-19
3 de jun. de 2020, 16:46
— Lusa/AO Online
“Seguramente não vai ficar tudo bem hoje, mas
continuamos a trabalhar. O processo é adaptativo e gradualmente vamos
alterando as situações em função do que entendemos que se pode ser feito
em cada momento e ao conhecimento que vamos tendo do que se passa no
território”, afirmou Francisca Van Dunem após uma visita ao Tribunal de
Loures. Confrontada com algumas criticas
feitas por associações sindicais, sindicatos e a Ordem dos Advogados, a
ministra reagiu dizendo que “entre estar tudo bem e estar tudo mal há
uma diferença muito grande”.“O Governo não
afirma que esteja tudo bem, diz que estão criadas as condições para se
poder funcionar e que essas condições serão apuradas à medida que foram
identificadas outras necessidades de intervenção”, observou a ministra,
garantindo que todos os tribunais estão a cumprir as regras de segurança
sanitária da Direção-Geral da Saúde.A
deslocação da ministra ao tribunal, no dia em que se reiniciou a
atividade presencial, visou “verificar e garantir a segurança e a
confiança para este período de retoma assegurando que estão criadas as
condições sanitárias necessárias à tranquilização de todos” os que
trabalham e passam por aquele espaço.“A
minha presença visa assinalar a retoma à normalidade da atividade dos
tribunais que acompanha o processo gradual de desconfinamento da
sociedade. Esta retoma é muito ansiada por um grande número de
magistrados, oficiais de justiça e profissionais forenses”, sublinhou.Num
universo de 315 tribunais judiciais, existe um total de 824 salas de
audiências, tendo sido consideradas aptas 757 salas, tendo em conta o
cumprimento das normas devido à pandemia por covid-19.“Foi
pedido aos órgãos de gestão das comarcas que fizessem um levantamento
das salas, da sua capacidade e em função disso foram as mesmas adequadas
ao número de pessoas e indagado sobre os espaços alternativos que
possam existir para julgamentos mais complexos”, afirmou.No
início do mês foi enviado para os tribunais um documento com os
cuidados a tomar para reduzir o risco de transmissão da covid-19 com as
regras de higiene, limpeza e desinfeção e o uso de adequados
equipamentos de proteção e de distanciamento social.Segundo
o ministério da Justiça, foram gastos 600 mil euros em equipamentos e
produtos de proteção individual, nomeadamente na compra de 340.00
máscaras, 11.071 viseiras, 96.540 pares de luvas, 276 termómetros para
salas de isolamento e 785 separadores acrílicos para áreas de
atendimento. Em serviços de limpeza dos
espaços, cuja frequência é muito maior, está prevista uma despesa anual
de cerca de cinco milhões de euros.