Ministra da Justiça assegura estar “consciente das reivindicações” dos guardas prisionais
21 de set. de 2022, 19:02
— Lusa/AO Online
“Estou
consciente das reivindicações. Temos estado a conversar com os guardas
prisionais. O direito à greve é um direito constitucionalmente
protegido. Naturalmente que nós respeitamos. Mas estamos a conversar”,
afirmou.A governante falava aos
jornalistas após uma visita ao estabelecimento prisional de Ponta
Delgada, nos Açores, no âmbito da deslocação que está a realizar à
região.A ministra foi recebida com uma tarja onde se lia “Os guardas continuam à espera”, do Sindicato Nacional Corpo Guarda Prisional.Os
guardas prisionais iniciaram este mês um período de greve às
diligências, como o transporte de reclusos em situações não urgentes,
que se prevê que seja renovado semanalmente até ao final do ano.A
01 de setembro, dia de início, a greve registou uma adesão de cerca de
80%, segundo disse à agência Lusa o presidente do Sindicato Nacional do
Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).Segundo
adiantou Carlos Sousa, a greve às diligências prende-se com "duas das
reivindicações mais prementes" dos guardas prisionais, a primeira das
quais relacionada com promoções, pois existem "guardas com 22 anos de
serviço que ainda não foram promovidos".A
segunda reivindicação resulta do facto de o sistema de avaliação da
classe, prevista desde 2014, não ter sido ainda regulamentado.Atualmente,
existem pouco mais de 4.100 guardas prisionais para os 49
estabelecimentos prisionais (EP) centrais, regionais e especiais do
país, calculando o sindicato que há um défice de perto de um milhar de
guardas nas cadeias.