Ministra da Defesa salienta articulação de ajuda com manutenção de capacidades nacionais
Ucrânia
30 de jan. de 2023, 09:46
— Lusa/AO Online
“Estamos
a falar com os nossos parceiros sobre a possibilidade de contribuir
para a constituição desta capacidade da Ucrânia. Não podemos fazê-lo
isoladamente. É preciso compreender que se trata de uma decisão que tem
de ser coletiva, é necessariamente coletiva”, afirmou Helena Carreiras
aos canais de televisão, à margem nas Jornadas da Defesa Nacional sobre o
Espaço, no Forte de São Julião, em Oeiras, distrito de Lisboa.De
acordo com a ministra, que voltou a recusar comentar se, como noticiou o
Expresso, a maioria dos 37 tanques Leopard 2 que Portugal possui estão
inoperacionais, “há diferentes elementos a considerar, quer na
constituição da própria capacidade, quer questões que têm a ver com a
operabilidade dos meios, com as questões do treino, com as questões dos
suplentes”.Contudo, a ministra salientou a
preocupação com as “próprias capacidades” nacionais, com a necessidade
de articular a ajuda à Ucrânia, “que é permanente e que continuará”, com
a necessidade de se manterem as capacidades nacionais.“Os
equipamentos militares estão sempre em vários graus de
operacionalidade, e eu não me refiro publicamente à operacionalidade dos
meios militares, até por razões de segurança”, afirmou quanto
questionada sobre a operacionalidade dos tanques.Sobre
a necessidade de serem adquiridos mais tanques, questão que se terá
colocado e depois foi abandonada, a ministra respondeu: “Houve decisões
tomadas no passado. No presente, o que estamos a fazer, e nova a lei de
programação militar que está em curso, foi aliás aprovada no Conselho
Superior de Defesa Nacional na passada sexta-feira (aprovado o parecer
que deverá agora informar todo o processo que se segue, de aprovação
dessa lei), refere que, uma das prioridades que temos é a da manutenção
das nossas capacidades militares, da sustentação e da modernização”.“Estamos
empenhados em que isso aconteça, é uma prioridade importante, e é
também por aí que vamos olhar para as questões da nossa operacionalidade
de equipamentos e meios do sistema de forças”, afirmou.A
ministra da Defesa disse não poder “adiantar nada mais”, reiterando que
o Governo está “a olhar com muita atenção” para a necessidade de
“modernizar, de manter, de sustentar, os equipamentos e meios” que tem
“para ter Forças Armadas mais operacionais”, e em “articular isso com
todos os restantes desafios e compromissos internacionais”.Na
semana passada vários países anunciaram o fornecimento à Ucrânia de
tanques pesados Leopard 2, de fabrico alemão, após a Alemanha ter
autorizado a cedência dos tanques, e os Estados Unidos o fornecimento de
blindados Abrams, que Kiev pedia insistentemente, equipamentos que as
autoridades de Berlim e de Washington estavam renitentes em autorizar.