Ministra da Cultura apela aos portugueses para que vão a espetáculos
Covid-19
10 de nov. de 2020, 10:53
— Lusa/AO Online
“Deixo
um apelo a todas as pessoas, cidadãos, que continuemos todos, na medida
que conseguirmos, a ir ao teatro, ao cinema, a um espetáculo de música,
a uma biblioteca”, afirmou Graça Fonseca, no parlamento, lembrando
que “Portugal é um dos poucos países da Europa que mantém equipamentos
culturais abertos”.Na intervenção final
numa audição conjunta das comissões parlamentares de Cultura e
Comunicação e de Orçamento e Finanças, no âmbito da discussão na
especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2021, Graça
Fonseca destacou que “os profissionais da Cultura têm sido
extraordinários” na adaptação às medidas aprovadas pelo Governo para
tentar conter a pandemia da covid-19.A
ministra salientou que, “no espaço de 24 horas, centenas de salas
anteciparam horários e não encerraram”, em referência à limitação de
horários de funcionamento, até às 22:30, para os equipamentos culturais,
iniciada há uma semana, e ao recolher obrigatório, a partir de hoje e
até 23 de novembro, entre as 23:00 e as 05:00, nos dias de semana, nos
121 municípios mais afetados pela pandemia.“Devemos,
como cidadãos, dar resposta a este esforço de todos. É isso que também
vai ajudar cada uma das pessoas que estão lá fora a manifestar-se”,
afirmou a ministra, numa referência à concentração, convocada para a
porta do Parlamento.Hoje à tarde, enquanto
a ministra da Cultura era ouvida dentro da Assembleia da República, no
exterior, cerca de uma centena de profissionais da cultura protestavam
contra a falta de apoios, e exigiam 1% do Orçamento do Estado para o
setor.Graça Fonseca salientou que “todos
os que fazem o dia-a-dia da cultura, que são profissionais deste setor”,
estão “a viver dias particularmente difíceis”.“É
a pensar em cada um deles que temos feito trabalho ao longo dos últimos
meses. O que temos feito é a pensar em cada um deles. Não será tudo
perfeito, mas alguém acharia possível que nas condições que estamos a
viver tudo fosse perfeito?”, questionou.A
ministra, salientando que este está a ser “um ano absolutamente inédito
na História contemporânea”, alertou para consequências da crise
sanitária: "O que aconteceu vai ter uma profunda dor em muitos setores
em Portugal”, afirmou. E pediu responsabilidade de todos perante “um ano
de 2021 muito difícil”.“Tudo faremos em
2021, quer com este Orçamento do Estado, com o trabalho com outras áreas
do Governo e com a cooperação de todas as entidades para que todas as
pessoas do setor resistam a uma crise sem precedentes”, afirmou.