Ministra da Coesão diz que presidente da AGIF tem "enorme respeitos" pelos bombeiros
14 de ago. de 2023, 08:17
— Lusa/AO Online
“Há
uma coisa que eu conheço que é o enorme respeito que o Tiago, como
todos nós que estamos na política, temos com os nossos bombeiros”,
afirmou a governante, à margem de uma visita aos concelhos de Odemira
(Beja) e Aljezur (Faro), afetados por um incêndio que deflagrou em 05 de
agosto e foi dado como dominado na quarta-feira.Na
semana passada, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) entregou ao
primeiro-ministro uma carta a exigir a demissão do presidente da Agência
para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais (AGIF), alegando uma “quebra
irrecuperável de confiança”.Em julho, numa
audição no parlamento, o responsável referiu-se ao facto de os “corpos
de bombeiros receberem em função da área ardida”, considerando o
“objetivo perverso”.Salientando que,
muitas vezes, a forma como os políticos se expressam “pode não ser a
mais feliz”, a ministra disse hoje que a declaração do presidente da
AGIF “não traduz de todo o sentimento de profundo reconhecimento que o
Governo e a população têm relativamente ao trabalho dos bombeiros”.“Não
devemos alimentar aquilo que não é o sentimento do Governo e muito
menos do presidente da AGIF, que é extremamente profissional”,
sublinhou, insistindo que conhece “o enorme respeito” que Tiago Oliveira
“tem por todos aqueles que fazem parte deste ecossistema de prevenção e
de combate aos incêndios”.Admitindo que
ainda é possível fazer melhorias, Ana Abrunhosa salientou que existe “um
mundo de diferença” entre o período “antes da AGIF e depois da AGIF” no
que diz respeito à prevenção e ao combate aos incêndios.Perante
os deputados, Tiago Oliveira afirmou ainda que “há municípios a gastar
meio milhão de euros, uma barbaridade de dinheiro nos bombeiros, quando
não gastam dinheiro a gerir a floresta”, sendo necessário equilibrar a
prevenção e o combate.Dois dias depois, a
AGIF esclareceu que estas afirmações não colocavam em causa “o muito
válido trabalho” dos municípios e bombeiros na proteção contra incêndios
florestais, mas defendeu uma revisão na legislação de financiamento das
autarquias.