Ministra da administração pública reúne-se hoje com estruturas sindicais
7 de nov. de 2019, 08:29
— Lusa/AO Online
As reuniões irão decorrer no edifício da
Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, com a Federação de
Sindicatos da Administração Pública (Fesap), a Frente Sindical que
inclui o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), ambas da UGT, e
com a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, da CGTP. Segundo
disse à Lusa o dirigente da Fesap, José Abraão, a reunião tem como
objetivo a apresentação da nova equipa ministerial, mas a estrutura
sindical vai aproveitar para questionar Alexandra Leitão sobre as
medidas que irão constar no Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) para
os trabalhadores da administração pública. "Queremos
saber qual o calendário negocial e o que estará previsto no OE2020 em
matéria de vínculos, carreiras e remunerações, uma vez que foi anunciado
pelo senhor Presidente da República [Marcelo Rebelo de Sousa] que a
proposta será apresentada ao parlamento dia 15 de dezembro", afirmou o
líder da Fesap. Para José Abraão, "o tempo
é curto" e "não faz sentido" que a negociação com os sindicatos
arranque depois da proposta do OE2020 entrar na Assembleia da República.A
presidente do STE, Maria Helena Rodrigues, disse à Lusa que vai
aproveitar para "entregar em mão" à equipa ministerial de Alexandra
leitão o seu caderno reivindicativo para 2020, no qual a frente sindical
exige aumentos salariais de 3% para o próximo ano, entre outras
matérias."Se estamos já em processo para o
OE2020 e tendo em conta que a atualização salarial tem implicações
orçamentais e que deve ser negociada previamente, não devemos perder
mais tempo", defendeu a sindicalista. A Frente Comum reivindica um "aumento mínimo" de 90 euros para todos os trabalhadores a partir de 01 de janeiro de 2020.A Fesap ainda não apresentou as reivindicações para o próximo ano.No
Programa do Governo, o executivo promete combater os baixos salários
“repondo a atualização anual” das remunerações dos trabalhadores da
administração pública e valorizar os salários dos funcionários públicos
“de acordo com as suas qualificações e reconhecimento do mérito”.Contudo,
o executivo salienta que “o cenário da responsabilidade orçamental”
quanto à despesa com salários contempla um aumento de cerca de 3% da
massa salarial em termos anuais.“Este
aumento decorrerá, nos primeiros anos, em grande medida, do impacto das
medidas de descongelamento das carreiras, que será particularmente
elevado até 2020, do efeito extraordinário da reposição do tempo
nalgumas carreiras até 2021 e do aumento do emprego público que se tem
verificado nos últimos anos, mas inclui também uma margem para aumentos
dos salários, que poderão ser mais expressivos a partir de 2021”, lê-se
no programa do Governo.