Ministra da Administração Interna diz ter "tolerância zero" com movimentos radicais
11 de jul. de 2024, 10:06
— Lusa/AO Online
Num entrevista ao Diário
Notícias e à rádio TSF divulgada esta quinta-feira, Margarida Blasco garante que nem a
ministra, nem o Governo, nem as direções nacionais, nem os comandos
pactuam com movimentos radicais.“Os
polícias são cidadãos, mas não são uns cidadãos quaisquer. São cidadãos
que defendem a ordem pública, defendem o cidadão. São um dos pilares da
democracia e do Estado de Direito e não é admissível que haja movimentos
radicais dentro das forças de segurança”, afirma.Na
entrevista, a governante diz crer que este tipo de movimentos “vão
desaparecer rapidamente”, pois está a ser dada formação que vai “retirar
a fruta podre do grande cesto que são as forças de segurança”. “Desculpem esta imagem, mas é para filtrar”, acrescenta.Margarida
Blasco valoriza o facto de as forças de segurança não se terem deixado
instrumentalizar quando, na semana passada, o Chega solicitou a sua
presença na Assembleia da República.“Num
universo de 45.000 polícias, as principais organizações sindicais vieram
a terreiro dizer que não se sentiam vinculadas, que não queriam ser
instrumentalizadas”, lembrou a governante.Questionada
sobre a formação em direitos humanos, uma preocupação que tinha
enquanto inspetora-geral da Administração Interna, Margarida Blasco diz
que “é dada muita formação nessa área” e garante que é “perfeitamente
intransigente” em relação aos crimes de ódio.
“É uma situação em que eu, quando estava na IGAI e agora como ministra,
sou perfeitamente intransigente. Não há abertura nenhuma nem
complacência”, sublinha.Reconhece que se
trata de “um fenómeno mais alargado” e fala de um conjunto de medidas
relativamente às agressões, aos crimes de ódio e à xenofobia em que o
Governo está a trabalhar.Sobre o acordo a
que o Governo chegou com as forças de segurança – com um valor de 300
euros para o subsídio de risco – a ministra lembra que há ainda um
pacote de medidas a negociar, das quais destacava a revisão do estatuto e
das carreiras. Sobre esta matéria, disse que já está agendada uma
reunião para 06 de janeiro, o dia de Reis.