Ministério Público indica que foi constituído um arguido
Incêndios/Madeira
2 de set. de 2024, 17:58
— Lusa/AO Online
“Há
um arguido já constituído”, refere a coordenadora do MP na região
autónoma, Isabel Dias, em resposta escrita enviada à agência Lusa.Já
na quinta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) tinha indicado que o
incêndio, que lavrou entre 14 e 26 de agosto, tinha sido causado pelo
lançamento de foguetes na freguesia da Serra de Água, concelho da
Ribeira Brava, na zona oeste da ilha, confirmando a informação divulgada
nesse dia pelo DN/Madeira, que também dava conta da constituição de um
arguido no processo. Em comunicado, a PJ
explicava que, após diligências de investigação realizadas pelo
Departamento de Investigação Criminal da Madeira, “apurou que tal
incêndio terá tido origem no lançamento de foguetes”.“A
investigação realizada, designadamente através da recolha de
depoimentos com relevo, análises de circunstâncias, informação
meteorológica, informação oficial de várias entidades, bem como análise
indiciária de vários elementos, permitiu identificar quer o local, quer
os responsáveis pelo lançamento dos foguetes”, refere a nota.Na altura, contudo, a PJ não indicou se tinha efetuado detenções ou se foram constituídos arguidos.O
incêndio rural na ilha da Madeira deflagrou em 14 de agosto nas serras
do município da Ribeira Brava, propagando-se progressivamente aos
concelhos de Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Santana. Na segunda-feira, 26 de agosto, ao fim de 13 dias, a Proteção Civil regional indicou que o fogo estava “totalmente extinto”.Dados
do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais apontam
para mais de 5.104 hectares de área ardida, embora as autoridades
regionais tenham sinalizado 5.116.Durante
os dias em que o fogo lavrou, as autoridades deram indicação a perto de
200 pessoas para saírem das suas habitações por precaução e
disponibilizaram equipamentos públicos de acolhimento, mas muitos
moradores foram regressando a casa.O
combate às chamas foi dificultado pelo vento e pelas temperaturas
elevadas, mas, segundo o Governo Regional, não há registo de feridos ou
da destruição de casas e infraestruturas públicas essenciais, embora
algumas pequenas produções agrícolas tenham sido atingidas, além de
áreas florestais.