Ministério promete antecipar concursos de colocação de professores nas escolas
13 de dez. de 2024, 12:02
— Lusa/AO Online
“O
ministério da Educação vai antecipar e fazer tudo mais cedo, cerca de
dois meses, para que as escolas saibam o que têm pela frente”, anunciou
Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE à saída de mais uma ronda
negocial sobre vários diplomas relacionados com a vida dos professores,
que foi liderada pelo secretário de estado da Administração e Inovação
Educativa, Pedro Dantas da Cunha.Segundo
Pedro Barreiros, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI)
“vai fazer um despacho de organização do ano letivo, que permitirá às
escolas saber as regras com que podem lidar ao longo do próximo ano
letivo e saber quais os recursos humanos”, prevendo que o próximo
concurso de professores esteja concluído “por volta de maio ou junho”.Entre
estas alterações, a FNE voltou a pedir à tutela para que altere o
atual regime de mobilidade por doença, que prevê a possibilidade de
mudança de escola em caso de os professores ou familiares diretos
estarem docentes ou a realizar determinados tratamentos.“O
ministério queria alterar o diploma ainda este ano, mas tal não vai
acontecer. Será tratado em sede de negociação do Estatuto de Carreira
Docente (ECD)”, explicou Pedro Barreiros, revelando que a reunião
agendada para a próxima segunda-feira para debater o ECD foi novamente
adiada, agora para 27 de dezembro.A FNE
disse à tutela que “independente do calendário negocial”, a
mobilidade por doença é uma das medidas “que têm de ser resolvidas já”:
“Não podemos permitir o arrastar de situações para estes professores,
queremos que no próximo ano letivo todos possam usufruir desta medida e
foi-nos dito pelo ministério que há essa disponibilidade”.Sobre
os diplomas que estão hoje em negociação e que vão desde a recuperação
do tempo de serviço, às regras a aplicar aos futuros estagiários e
professores orientadores, Pedro Barreiros disse que algumas das
propostas apresentadas pela FNE foram acolhidas, mas ainda há um caminho
para percorrer.“Houve a apresentação de
uma nova proposta por parte do ministério em que há o acolhimento de um
conjunto de contrapropostas que já tínhamos feito na última reunião, a
aproximação revela uma melhoraria da versão final do documento”, disse
no final da ronda negocial em declaração aos jornalistas.Entre
as boas noticias está a “concordância do ministério para a recuperação
integral do tempo de serviço das 12,5 horas de formação”, mas existem
questões que continuam sem acordo.O valor a
pagar aos professores que aceitem ser orientadores de estágio, que se
mantém abaixo dos 90 euros, é um dos pontos de discórdia dos sindicatos.
Se a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defende que devem ser
200 euros, a FNE diz ainda não ter um valor para apresentar, mas que em
breve fará chegar ao ministério a sua proposta.“Vamos
apresentar contrapropostas até dia 20, com exemplos concretos daquilo
que deverá ser o valor pago. Mas, em termos quantitativos, queremos
apresentar uma proposta robusta e sólida e não apenas um valor ao
acaso”, disse Pedro Barreiros, considerando também que o valor proposto
pelo Governo, “diluído ao longo do ano” e após os respetivos descontos,
significa que “se está a ter um trabalho adicional que não é
remunerado”.As 12 estruturas sindicais
representativas dos professores são recebidas hoje pela equipa do MECI,
em mais uma ronda negocial que começou com os representantes da Fenprof.