Ministério diz que até 30 de junho foram entregues 1.702 habitações
PRR
13 de ago. de 2024, 11:49
— Lusa/AO Online
“De acordo com os dados do
Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), no âmbito do
Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, foram já entregues até 30 de
junho deste ano, 1.607 habitações às famílias, a que se somam 95 casas
disponibilizadas através do Parque Público de Habitação a Custos
Acessíveis, totalizando 1.702 casas”, lê-se numa nota do gabinete do
ministro Miguel Pinto Luz.Segundo o
Governo, a estes números irão “somar-se ainda, no próximo reporte de
dados, as habitações já entregues às famílias nas últimas semanas,
nomeadamente em Oeiras, na Figueira da Foz e no Entroncamento”, embora
não sejam avançados números.Além da medida
dos termos de responsabilidade e aceitação, assinados com os
municípios, para acelerar os processos relacionados com as candidaturas
ao Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, este foi reforçado “em 400
milhões de euros, totalizando um valor global de 2,2 mil milhões de
euros, garantindo assim o financiamento a 100% dessas habitações”,
refere-se na nota.“Resolver o problema da
habitação do país é uma urgência nacional que exige consenso e a
mobilização total de esforços. Nesta área definimos como prioridade
cumprir com o que está previsto no PRR e estamos a fazer tudo para que
Portugal não perca esta oportunidade”, reitera o ministro
social-democrata, citado no comunicado.Ainda
segundo o Ministério, o Governo assumiu como prioridade, no âmbito da
estratégia para a habitação inscrita no programa Construir Portugal,
mobilizar todos os esforços para cumprir o que está previsto no acordo
entre Portugal e a Comissão Europeia no âmbito do PRR, “tendo avançado
já com termos de responsabilidade e aceitação com os municípios para
acelerar o cumprimento da meta de entregar 26.000 casas às famílias até
junho de 2026”.Na nota, o Ministério
recorda que a estratégia do Construir Portugal passa por várias medidas,
entre as quais a adoção do termo de responsabilidade pelas câmaras
municipais, “correção de distorções no programa de apoio extraordinário à
renda”, alteração das regras do IRS, eliminando obstáculos fiscais à
mobilidade geográfica por motivos laborais e garantia pública aos jovens
para viabilizar o financiamento bancário.O
atual Governo, é acrescentado, concretizou ainda a revogação do
arrendamento forçado ou coercivo aplicado a habitações devolutas e a
revogação da Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local
(CEAL), da caducidade da licença e transmissibilidade e da alteração ao
coeficiente de vetustez, que faziam parte das medidas mais polémicas do
programa Mais Habitação, aprovado pelo anterior executivo socialista,
destinado a promover a disponibilização de habitações para o mercado de
arrendamento.A isenção do Imposto
Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e do Imposto
de Selo na compra da primeira casa para jovens até aos 35 anos, a
reformulação do programa Porta 65 e o programa de emergência para o
Alojamento Estudantil também fazem parte da estratégia do atual
executivo, é ainda indicado.