Ministério determina medidas para reforçar resposta do SNS durante o inverno
6 de out. de 2025, 16:24
— Lusa/AO Online
As medidas constam de um despacho, publicado em Diário da República, para a assegurar a resposta dos
serviços de saúde face à previsível sobrecarga das urgências numa época
de maior procura devido à maior circulação de vírus respiratórios,
agravamento de doenças crónicas e riscos de ligados às baixas
temperaturas.“Impõe-se a adoção de medidas
específicas de reorganização e reforço dos serviços, assegurando a
adequada resposta assistencial, nomeadamente através da otimização dos
recursos humanos e materiais, da reorganização das escalas de urgência,
da articulação interinstitucional e do fortalecimento da capacidade
operacional das unidades de saúde”, avança o despacho da secretária de
Estado da Saúde Ana Povo.Estão previstas
medidas para vigorarem durante o Plano para a Resposta Sazonal em Saúde,
entre 01 de outubro e 30 de abril de 2026, para garantir a continuidade
e qualidade dos cuidados de saúde prestados aos utentes, assegurando a
“adequada alocação de recursos humanos e materiais nas unidades de
saúde”.Na prática, o documento prevê que
as Unidades Locais de Saúde (ULS) devem elaborar escalas de serviço que
garantam a presença de equipas médicas, de enfermagem e de outros
profissionais de saúde de forma proporcional às necessidades
assistenciais e ao nível de contingência em vigor, as quais devem ser
enviadas à Direção Executiva do SNS (DE-SNS) com, pelo menos, dois meses
de antecedência.O despacho refere ainda
que os mapas de férias dos profissionais de saúde têm de ser aprovados
assegurando o “equilíbrio entre o direito ao gozo de férias e a
manutenção da resposta assistencial”, mas também a coordenação entre
serviços para evitar sobreposições que prejudiquem o funcionamento de
urgências e áreas críticas.Além disso, as
ULS devem reforçar a capacidade de atendimento aos casos de doença aguda
nos centros de saúde, garantindo horários alargados e reforço do
atendimento para evitar sobrecarga das urgências hospitalares, em
particular quando for previsível uma maior afluência de utentes.Está
ainda prevista a ativação de camas adicionais para internamento de
pessoas com doenças respiratórias agudas, com agravamento de doenças
crónicas ou com outras complicações relacionadas com o frio extremo.O
despacho determina também que o encerramento de serviços de urgência
externa só pode ocorrer com autorização prévia da DE-SNS, “não sendo
suficiente a mera informação ao INEM”, e que os hospitais devem
identificar a ULS para a qual devem ser encaminhados os utentes.O
despacho de Ana Povo salienta que a prevenção, através da vacinação,
constitui a primeira linha de defesa contra os efeitos da sazonalidade
do inverno, mas reconhece que, perante a previsível pressão adicional
sobre o sistema de saúde, “torna-se igualmente indispensável um reforço
estratégico da capacidade assistencial do SNS, garantindo a continuidade
e qualidade dos cuidados de saúde prestados”.O
plano para a resposta sazonal em saúde durante o inverno, publicado
pela Direção-Geral da Saúde e pela DE-SNS, entrou em vigor em 01 de
outubro, com três níveis de contingência que visam prevenir os impactos
das temperaturas extremas e da circulação de vírus respiratórios.