Ministério da Justiça abre concurso com 51 vagas para oficial de justiça
2 de abr. de 2025, 13:00
— Lusa/AO Online
De
acordo com informação divulgada pelo Ministério da Justiça (MJ), o
movimento extraordinário decorre até ao final do mês,
alocando 29 das vagas às secretarias do Ministério Público e as
restantes 22 a secretarias judiciais.Podem
candidatar-se até 30 de abril os funcionários judiciais que queiram
mudar de comarca (mobilidade interna), aos quais é atribuída prioridade,
e os que ficaram colocados numa bolsa de recrutamento após não terem
conseguido colocação, mas foram aprovados em concurso.Segundo
o MJ, foi alocado o maior número de vagas às comarcas mais
deficitárias, ficando o maior número de lugares adstrito às comarcas de
Lisboa: Lisboa, Lisboa Norte e Lisboa Oeste.Para
as secretarias do Ministério Público estão abertos dez lugares na
comarca de Lisboa Oeste - oito em Cascais e dois em Sintra; cinco para
Lisboa Norte (Loures); seis para Lisboa; seis em Faro – quatro em
Portimão e dois em Faro; e dois em Coimbra.Nas
secretarias judiciais foram abertos cinco lugares na comarca de Lisboa;
cinco na comarca de Lisboa Norte – três em Vila Franca de Xira e dois
em Loures; sete na comarca de Lisboa Oeste – quatro em Sintra e três em
Cascais; dois em Setúbal; um em Évora; um em Bragança; e um em Santa
Cruz das Flores, nos Açores.Haverá um novo
movimento em julho, mais alargado, já tendo em conta a reformulação da
estrutura da carreira, e que vai abranger promoções, adiantou ainda o
MJ.Ainda de acordo com a tutela, o Governo
vai rever o mapa de pessoal dos funcionários judiciais em todas as
comarcas do país, considerando que o atual, que já tem seis anos, “já se
revelou estar desajustado às necessidades concretas”.A
Direção-Geral de Administração da Justiça (DGAJ) deverá apresentar uma
proposta nesse sentido, na sequência do pedido formulado pela secretária
de Estado Adjunta e da Justiça, Maria Clara Figueiredo, mas o MJ não
refere qualquer prazo quer para apresentação de proposta, quer para
efetiva revisão do quadro de pessoal das comarcas.Para
definir a condição de comarca deficitária e ponderar o número de
funcionários que deve compor o quadro de pessoal de cada uma, o MJ vai
ter em conta as pendências e o movimento processual, assim como o número
de processos entrados e o número de processos concluídos.Dando
o exemplo das comarcas de Beja e Portalegre, onde todos os funcionários
de quadro estão colocados, não havendo aí lugares por preencher, o MJ
refere que apesar disso estas são comarcas com carência de funcionários
face ao volume de trabalho, um “desajuste que se pretende corrigir”.