Ministério da Educação esclarece que eventual descongelamento das propinas será só em 2026
9 de jan. de 2025, 17:01
— Lusa/AO Online
“O
eventual descongelamento de propinas deverá constar da Lei do Orçamento
do Estado para 2026, por via da reformulação do artigo referente às
propinas, pelo que só entraria em vigor em 01 de janeiro de 2026 e,
portanto, com efeitos no ano letivo do ensino superior de 2026/2027”,
refere o gabinete do ministro numa nota enviada à agência Lusa.Na
quarta-feira, o ministro da Educação admitiu a possibilidade de
descongelar o valor das propinas no ensino superior, em função das
conclusões da avaliação do sistema de ação social."A
primeira condição para o descongelamento das propinas é a conclusão do
estudo de avaliação da ação social, que está a ser feito pela
Universidade Nova (de Lisboa) e que nos vai permitir desenhar um novo
sistema", afirmou Fernando Alexandre em declarações aos jornalistas no
final de uma ronda de reuniões com sindicatos sobre a revisão do Regime
Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).De
acordo com o governante, o estudo deverá estar concluído ate ao final
de abril, sendo que o relatório da primeira parte, referente ao
diagnóstico, foi entregue em dezembro.“Esperamos,
com este estudo, ter a capacidade de ter um novo regulamento de ação
social em efetivo no próximo ano letivo”, tinha dito Fernando Alexandre.O
possível descongelamento do valor das propinas chegou a ser noticiado
por vários órgãos de comunicação social no âmbito do Orçamento do Estado
para 2025 (OE2025), mas a medida não chegou a constar da proposta do
Governo.Na altura, o ministro da Educação
evitou comentar o tema, mas, mesmo antes de a proposta de OE2025 ser
entregue na Assembleia da República, confirmou finalmente que as
propinas continuariam congeladas.O MECI
esclarece agora que, uma vez que as propinas estão previstas na Lei do
Orçamento do Estado, um eventual descongelamento só poderá ocorrer a
partir de 01 de janeiro de 2026, com efeitos a partir de setembro, no
início do ano letivo.O valor das propinas
está congelado desde 2021, em resposta à pandemia da covid-19, e desde
então que o valor máximo que as instituições de ensino superior podem
fixar para os cursos de licenciatura situa-se nos 697 euros.A
Federação Académica do Porto já veio criticar as declarações do
ministro sobre o eventual descongelamento, classificando-as como uma
insistência ideológica "em contraciclo com as melhores práticas de
políticas públicas" europeias.