Militares portugueses ajudam a evitar que Iraque seja "exportador de terrorismo"
14 de out. de 2019, 08:35
— Lusa/AO Online
“O
Iraque tem sido ao longo dos anos uma fonte de grande instabilidade,
mas através desta missão “Inherent Resolve", onde participam militares
portugueses, tem sido possível dar a formação necessária para que as
forças de segurança tomem conta do seu próprio país e evitem que venha a
ser exportador de terrorismo, como tem sido noutros momentos”, referiu
João Gomes Cravinho. O governante falava
aos jornalistas na Base Aérea n.º 6, no Montijo, no distrito de Setúbal,
naquele que foi o último contingente militar em que participou enquanto
líder do Ministério da Defesa Nacional, reconhecendo o “esforço e
sacrifício” dos militares que estarão seis meses em missão. Esta
é a décima força do Exército Português que parte para o Iraque, ficando
sediada na base espanhola Gran Capitan no Besmayah Range Complex, a
cerca de 50 quilómetros da capital daquele país, Bagdade. “Quando
estive em julho no Iraque, tive ocasião de ver a qualidade do trabalho
que [os militares portugueses] fazem na formação das forças iraquianas
e, por isso, dizer aos militares que cada mês que eles lá passam é um
mês em que as forças iraquianas ficam mais capazes de assumir as suas
próprias responsabilidades”, frisou. Segundo
o ministro, esta formação é muito importante não só para o país do
Médio Oriente, mas também para Portugal e para a Europa porque o Daesh
“é uma ameaça e não está erradicado”. “Nós
sabemos que perderam o controlo do seu chamado califado, na Síria, e
isso levou a uma maior instabilidade no Iraque durante algum tempo.
Entretanto temos preocupações em relação ao que se passa hoje na Síria e
tudo isso resulta no facto de não podermos dar por encerrado este
combate contra o terrorismo”, explicou. Ainda
assim, segundo um membro do Exército Português, a situação no país está
“controlada” e os militares partem “com sentimento de segurança”, com a
certeza de que darão o seu melhor. O 10.º
Contingente é constituído por 30 militares (27 homens e três mulheres)
de várias armas e serviços do exército, para que a formação seja dada em
diferentes valências. Em abril, tinha
partido a 9.º Força Nacional Destacada, composta por 25 militares do
Exército Português, que regressa esta semana, depois de seis meses de
formação.