Militares das Forças Armadas participaram em 29 missões internacionais
10 de jan. de 2020, 18:20
— Lusa/AO Online
Este
é o balanço feito pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas
(EMGFA) que recorda os 2.362 militares envolvidos em 29 missões
internacionais que decorreram nos continentes africano, americano,
asiático e europeu.Os militares estiveram
no terreno apoiados por 97 viaturas táticas, 12 navios e 10 aeronaves,
segundo o EMGFA, que recorda que estas são missões da NATO, ONU, União
Europeia, ou de caráter bilateral e multilateral. “Neste
momento estão em curso missões, no âmbito destas alianças, na República
Centro-Africana, Iraque, Afeganistão, Kosovo, Somália, Mali, Roménia,
Colômbia e São Tomé e Príncipe”, acrescenta o gabinete de imprensa do
EMGFA.Já em território nacional, 31.690
militares levaram a cabo outras 7.384 missões de apoio direto às
populações e bens, “que permitiu salvar 756 vidas humanas”, anuncia.As
forças armadas realizaram 755 missões de proteção e salvaguarda de
pessoas e bens: 95 ações de busca e salvamento, 498 missões de evacuação
médica, 32 missões de transporte de órgãos humanos e 130 missões de
apoio a banhistas. Realizadas outras 6.629
missões de apoio à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil,
Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e no âmbito de
Protocolos de Cooperação Municipais.A
maioria (6.037) passou por ações de patrulhamento, apoio ao combate a
incêndios florestais, vigilância e rescaldo, vigilância das matas
nacionais e perímetros florestais e sensibilização das populações nos 18
distritos do território. Ainda no âmbito
do apoio militar de emergência, foram realizadas quatro operações: em
Moçambique devido ao ciclone IDAI; nos Açores por causa do furação
LORENZO; durante a greve de motoristas de matérias perigosas e, no final
do ano, na sequencia das cheias. Foram
enviados 41 militares para Moçambique, 294 militares para os Açores para
restabelecer a operacionalidade do Porto das Lajes das Flores e apoiar
com bens de primeira necessidade a população da ilha das Flores e do
Corvo.Já no âmbito da greve de motoristas de matérias perigosas e consequente crise energética, foram empenhados 120 militares”. No
fim do ano, em dezembro, foi destacada uma equipa de fuzileiros e uma
equipa do exército, compostas por 14 e 9 militares respetivamente, na
sequência das cheias que assolaram várias zonas do país, acrescenta o
EMGFA.