Militares concluem trabalhos de apoio após furacão "Lorenzo"
17 de out. de 2019, 05:56
— Lusa/AO Online
“Restabelecida
a operacionalidade do porto das Lajes das Flores e o apoio com bens de
primeira necessidade à população açoriana, já regressaram ao continente
os meios da Marinha, do Exército e da Força Aérea que compuseram a força
conjunta projetada para o arquipélago, entre os dias 3 e 12 de
outubro”, refere o EMGFA em comunicado.Segundo
o documento, os militares, em colaboração com a Secretaria Regional dos
Transportes e Obras Públicas e a Portos dos Açores, trabalharam para
remover blocos de betão submersos, remover os contentores afundados no
interior da área portuária e fixar contentores arrojados na costa, entre
outras atividades, com vista à missão final de tornar novamente
praticável o porto das Lajes das Flores.“Foram
ainda realizadas visitas às infraestruturas críticas da ilha das
Flores, para avaliação, assim como entregues bens de primeira
necessidade para apoio às populações das ilhas das Flores e do Corvo”,
salienta.O EMGFA refere também que estiveram envolvidos nas operações cerca de 350 militares, dos três ramos das Forças Armadas.A
passagem do furacão "Lorenzo" nos Açores, a 2 de outubro, provocou
prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, anunciou o presidente do
Governo Regional, Vasco Cordeiro.“No
total, o furacão 'Lorenzo' provocou um prejuízo cujo valor se aproxima
dos 330 milhões de euros em várias ilhas dos Açores, em áreas como
infraestruturas portuárias e de apoio à atividade portuária, rede viária
e outros equipamentos públicos, na habitação, nas pescas, na
agricultura e no setor empresarial privado”, afirmou o líder do
executivo regional.Vasco Cordeiro
concretizou que “parte significativa deste montante – mais de 300
milhões de euros – refere-se a estragos estruturais registados em
infraestruturas portuárias e de apoio à atividade portuária”, tais como a
“destruição total” do molhe e cais comercial das Lajes das Flores.A passagem do furacão no arquipélago provocou 255 ocorrências e obrigou ao realojamento de 53 pessoas.