Milhares de pessoas trabalham diariamente na proteção do país
Incêndios
Hoje 11:58
— Lusa/AO Online
Nuno Banza falava na
Comissão Parlamentar de Inquérito dos Negócios dos Incêndios Rurais,
quando apontou que já foram limpos mais de 200 mil hectares do
território (não foram mais por meios terem sido desviados para região de
Leiria devido às tempestades do início do ano) e milhares de caminhos.O
responsável ressalvou que o fogo é um instrumento do mundo rural, que
não é possível nem desejável limpar todo o país, e referiu a importância
do fogo controlado, que teve uma primeira fase de 700 mil euros para
apoiar candidaturas a fogo controlado, devendo abrir uma nova fase de um
valor a rondar o milhão de euros.Para
explicar a importância do fogo Nuno Banza exemplificou que a plataforma
criada para assinalar queimas e queimadas tem uma média de mais de um
milhão de registos por ano, e explicou que na plataforma se juntou uma
ferramenta de gestão de meios de trabalho florestal nos períodos mais
críticos de incêndios.A nova ferramenta,
referiu, tem já a adesão de 60 autarquias. "Para que os trabalhos
florestais possam decorrer em segurança", disse, explicando que os
alertas sobre risco de incêndio tinham como consequência as empresas não
poderem trabalhar. "Criamos condições para que possam trabalhar",
justificou.O responsável enfatizou o
trabalho de prevenção que tem sido feito pelo ICNF, ("há milhares de
pessoas todos os dias a desenvolver trabalho de prevenção") mas lamentou
a dificuldade em contratar para o instituto. É que, afirmou, foram
abertos concursos para criar uma força de 600 bombeiros florestais e até
agora apenas foi possível contratar 167, com meia centena ainda em
formação."Não há candidatos", porque onde
são precisos mais trabalhadores é sobretudo onde há menos potenciais
candidatos, nas zonas rurais, disse. E deu outro exemplo: no presente
ano letivo em todo as instituições do país onde existe a opção apenas
entraram 11 candidatos para Engenharia Florestal. "Não há engenheiros
florestais no mercado disponíveis para contratar".Na
resposta às perguntas dos deputados Nuno Banza disse que quase todas as
recomendações da Comissão Técnica Independente sobre os incêndios foram
executadas, e afirmou que é preciso um sistema de prevenção que dê
melhores respostas.E garantiu que nunca
teve conhecimento de qualquer situação em que interesses económicos
condicionassem a ação do instituto ou da existência de práticas
contrárias à lei, afirmando mesmo não ver necessidade de mais
transparência no setor.Nuno Banza explicou
que desde 2022 as hastas públicas (de venda de madeira) são
eletrónicas, para dar mais segurança e transparência ao processo.