Miguel Albuquerque avisa que o contencioso das autonomias “não acabou, nem vai acabar”
Hoje 10:10
— Lusa/AO Online
“Se não lutarmos pela
Madeira, vão-nos tentar colonizar outra vez, controlar os nossos poderes
e retirar a soberania do nosso povo”, avisou, considerando que “as
novas gerações têm que assumir esta luta”. Miguel
Albuquerque falava na cerimónia de apresentação do novo livro do antigo
presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, um
romance intitulado “Independência?..”, que decorreu no Museu de Imprensa
da Madeira, em Câmara de Lobos, a oeste do Funchal. “Com
o doutor Alberto João Jardim não há acasos, nada surge fortuitamente”,
disse, considerando que “o título do livro é muito oportuno e não surge
por circunstâncias casuais”. Miguel
Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, sustentou que o
atual momento político exige uma reflexão sobre a autonomia do
arquipélago, que este ano assinala o 50.º aniversário, bem como sobre os
desafios que se colocam às futuras gerações.“Precisamos
de manter o contencioso das autonomias”, afirmou, referindo-se à tensão
política que marca a relação entre a República e as regiões da Madeira e
dos Açores desde o 25 de Abril.“O
contencioso das autonomias não acabou, nem vai acabar. Temos um
contencioso que tem de se manter”, reforçou, sublinhando que “a Madeira
precisa de ter políticos e uma geração formada para o contencioso, para
luta, para a defesa sem medo”. “Independência?...”
é o quatro livro da autoria de Alberto João Jardim, que chefiou o
Governo Regional entre 1978 e 2015 e liderou o PSD/Madeira até 2014,
sendo substituído nos cargos por Miguel Albuquerque. A
narrativa situa-se na Madeira, num tempo futuro a partir dos anos 30
deste século, e foca a possibilidade da independência do arquipélago,
mas Alberto João Jardim deixou claro que o livro “não é uma apologia do
separatismo” e considerou que a independência levaria a região a cair na
“dependência” de uma qualquer grande potência.