Miguel Albuquerque avisa primeiro-ministro que a Madeira não é “terreno mole”
21 de jul. de 2024, 15:42
— Lusa
“Quero
daqui enviar um grande abraço ao atual primeiro-ministro, com votos de
rápidas melhoras […], sabendo, como ele sabe, que a Madeira não é
terreno mole, mas é terreno justo, onde o PSD em todas as eleições ganha
com largas maiorias”, declarou. Miguel
Albuquerque falava na Herdade do Chão da Lagoa, localizada numa zona de
montanha nos arredores do Funchal, onde hoje decorre a festa anual do
PSD/Madeira, o maior evento partidário organizado na região, ao qual
Luís Montenegro faltou por motivos de saúde.O secretário-geral do partido e líder do grupo parlamentar, Hugo Soares, participou na festa, mas não discursou.“Nós
sabemos, aqui na Madeira, que ele [Luís Montenegro] pode contar com a
Madeira, mas ele também sabe que, para contar com a Madeira, o Governo
nacional tem que servir os interesses da nossa região”, disse o líder
regional do PSD, também presidente do executivo madeirense.Albuquerque
classificou como “lapsus conduta” o desentendimento entre as estruturas
regional e nacional do partido em relação às eleições europeias, devido
a posição ocupada pelo candidato indicado pela Madeira (nono lugar), o
que motivou o seu voto contra a lista, mas agora expressa o seu apoio a
Luís Montenegro. “Eu faço votos é que o
PSD nacional olhe para a nossa região como uma região que é símbolo da
liberdade, do progresso e dos efeitos democráticos da
social-democracia”, disse, falando para alguns milhares de pessoas que
se encontravam na Herdade do Chão da Lagoa. O
líder social-democrata insular disse também esperar que a cimeira entre
os governos regional e nacional, prevista para depois do verão, conduza
à concretização dos “desígnios justos e equitativos do povo da Madeira e
do Porto Santo”. “Nós queremos melhorar o
nosso desenvolvimento e para isso é fundamental que a Lei das Finanças
Regionais e que a autonomia regional sejam alargadas”, explicou, para
logo reforçar: “Precisamos destes instrumentos para melhorar o
crescimento económico, para melhorar o emprego dos nossos jovens, para
fixar investimento, para termos uma terra cada vez mais desenvolvida,
mais justa e mais inclusiva”.Miguel
Albuquerque, que lidera o PSD/Madeira desde 2014 e o executivo regional
desde 2015, sublinhou o facto de o partido continuar a ser a “força
liderante” na região, mesmo apesar da crise política motivada pelo
processo que investiga suspeitas de corrupção no arquipélago, no qual
foi constituído arguido. “Ao contrário do
que alguns sonhavam – alguns messias pensavam que o PSD ia entregar o
poder, ou que era fácil chegar aqui e tomar o poder de assalto – o PSD
continua hoje a ser a força liderante da região”, reforçou, vincando que
o partido venceu três eleições este ano – nacionais, regionais
antecipadas e europeias – e tem o Programa de Governo 2024-2028 e o
Orçamento regional para 2024 já aprovados. “A
Madeira é, sem sombra de dúvida, uma terra do futuro e esse futuro
faz-se com o governo do nosso partido e com a força, a militância e a
persistência e a determinação dos nossos militantes”, afirmouApesar
de este ser o primeiro executivo social-democrata minoritário da
história da autonomia, Albuquerque vincou que o PSD mantém o “legado de
48 anos de vitórias” na região.“Nós aqui
sabemos bem o que é que queremos e este não é um partido de gente fraca.
Nós estamos aqui para resistir, para aguentar, para combater os nossos
adversários externos e internos”, avisou, apelando também à união para
preparar as autarquias de 2025.