Migrantes resgatados por navio da Marinha entregues na Sicília
31 de out. de 2017, 19:09
— Lusa/AO online
Eram cerca das 10:30 (9:30 em
Lisboa) quando o navio português ao serviço da Frontex, agência
europeia de vigilância das fronteiras externas da Europa, atracou no
porto italiano e iniciou o desembarque, que se prolongou por cerca de
uma hora e meia. Depois de uma noite a navegar, da área da ilha
de Lampedusa, onde foi intercetado na sexta-feira à tarde, o grupo de
migrantes foi de novo identificado à saída, após a primeira verificação
ter sido feita a bordo por inspetores do Serviço de Estrangeiros e
Fronteiras (SEF). Os primeiros a desembarcar foram um casal, que estava acompanhado pela filha de cinco anos. À sua espera tinham um autocarro que os levou até a um centro de acolhimento, em Pozzallo.
Recolhidos ao abrigo de uma operação da Frontex, agência europeia de
vigilância das fronteiras externas da Europa, o procedimento normal,
nestes casos, é os migrantes serem identificados, sendo repatriados os
que tiverem antecedentes criminais. Ao abrigo de um acordo entre Itália e Tunísia, há dois voos semanais, com 30 lugares cada, para o repatriamento.
Seguindo os procedimentos da Frontex, aos restantes é entregue um
documento de identificação e são-lhes dados oito dias para deixar o
país. O navio patrulha "Viana do Castelo" está desde 09 de
outubro na zona entre a Itália e a Tunísia, em missão de vigilância da
Frontex, e termina a missão a 09 de novembro. Nas últimas
semanas, o navio já resgatou um total de 145 pessoas, na sua maioria
vinda da Tunísia, em direção à ilha italiana de Lampedusa.