Migrações: Estados Unidos sobem nível de alerta para viagens a Ceuta
Hoje 11:47
— Lusa
Na sua página oficial, a diplomacia norte-americana coloca Ceuta em alerta 3, instando os seus cidadãos a “reconsiderar viajar”, porque “as enormes e descontroladas chegadas de migrantes de Marrocos a Ceuta podem conduzir a situações de segurança imprevisíveis e perigosas”.Por isso, “os americanos devem reconsiderar viajar para a zona, dados os riscos para a sua segurança e proteção”.A situação em Ceuta – assinala Washington – levou já as autoridades espanholas a mobilizar para o território as forças armadas e de segurança.O alerta para Espanha no seu todo mantém-se no nível 2, “exercer cautela redobrada”, onde, na perspetiva de Washington, “grupos terroristas continuam a planear possíveis ataques” e “podem atacar com pouco ou nenhum aviso” e, ao mesmo tempo, manifestações e protestos “são comuns”.Segundo as primeiras estimativas do Governo de Espanha e do executivo da cidade autónoma de Ceuta, entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal, e em grande escala, na quinta e sexta-feiras.Pelo menos 71 pessoas morreram ao tentar chegar a Ceuta, a nado, partindo de Marrocos, e cerca de 1.150 tiveram de receber assistência médica.Segundo o Governo espanhol, mais de 48.000 já tinham regressado a Marrocos na sexta-feira ao final do dia, por sua própria iniciativa.O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado.Ceuta está a recuperar parcialmente a normalidade, com lojas e restaurantes reabertos desde sábado, turistas nas esplanadas e carros a circular.Tudo, porém, sob forte presença policial e militar nas ruas e com o cancelamento das grandes festividades anuais da cidade, que deveriam ter arrancado no sábado.Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.