Mês de janeiro de 2025 foi o mais quente já registado no mundo
9 de fev. de 2025, 10:00
— Lusa/AO Online
De acordo com o serviço europeu de
observação da Terra Copernicus, que divulga os dados, nem o
surgimento de uma 'La Niña' - fenómeno meteorológico natural cíclico de
diminuição da temperatura no oceano Pacífico, em contraponto com o
aquecimento provocado pelo 'El Niño' - impediu que o mês passado fosse a
nível mundial o mais quente de sempre.Segundo
o relatório do serviço Copernicus, a temperatura média global do ar foi
de 13,23 °C, mais 0,79 °C que a média de 1991-2020 para o mês de
janeiro.O serviço Copernicus especifica
que o último período de 12 meses (fevereiro de 2024 - janeiro de 2025)
foi 0,73 °C acima da média de 1991-2020, e 1,61 °C acima da média
estimada de 1850-1900, utilizada para definir o nível pré-industrial. Na
Europa a temperatura média em janeiro foi 2,51 °C acima da média de
janeiro de 1991-2020, a segunda mais quente depois de janeiro de 2020,
que foi 2,64 °C acima da média.No leste da
Europa, incluindo a Rússia oriental, foi onde as temperaturas estiveram
mais altas, com a Islândia, Reino Unido, Irlanda e norte de França a
registarem, ao contrário, temperaturas mais abaixo da média. No
resto do mundo, temperaturas mais acima da média no Canadá, Alasca e
Sibéria, sul da América do Sul, África e em parte da Austrália e
Antártida. Inferiores à média foram registadas nos Estados Unidos,
península Arábica e Sudeste Asiático.A
temperatura média da superfície do mar em janeiro registou o segundo
valor mais alto jamais registado para janeiro (20,78 °C) só ultrapassado
por janeiro do ano passado.Em termos
hidrológicos, janeiro foi mais húmido do que a média em regiões da
Europa Ocidental e partes de Itália, da Escandinávia e dos países
bálticos, e mais seco do que a média no norte do Reino Unido e da
Irlanda, no leste de Espanha e a norte do Mar Negro.O
gelo marinho do Ártico atingiu a extensão mensal mais baixa em janeiro,
6% abaixo da média, praticamente empatado com janeiro de 2018.A extensão do gelo marinho na Antártida foi 5% inferior à média.