Merkel pronta a enfrentar problemas mundiais "lado a lado" com Biden
EUA/Eleições
9 de nov. de 2020, 13:19
— Lusa/AO Online
“Os
alemães e os europeus sabem que devemos assumir mais responsabilidades
nesta parceria” com os Estados Unidos, acrescentou em comunicado de
imprensa a chanceler alemã, que detém a presidência do Conselho da União
Europeia até ao final do ano.Na sua
opinião, os EUA e a UE devem estar “ombro a ombro no difícil teste da
pandemia do novo coronavírus, na luta contra o aquecimento global e as
suas consequências, contra o terrorismo, por uma sociedade aberta e o
livre comércio”.A chanceler alemã, cujas
relações com Donald Trump eram complicadas, “felicitou calorosamente”
Joe Biden, em comunicado à imprensa.Merkel
elogiou a “experiência em política interna e externa” daquele que se
torna em janeiro o 46.º Presidente dos Estados Unidos.“Ele
conhece bem a Alemanha e a Europa”, apontou Merkel, sem mencionar o
atual Presidente, que nunca esteve na Alemanha durante os quatro anos de
mandato.Merkel, a primeira mulher a
liderar a Alemanha, elogiou a eleição da primeira mulher para o cargo de
vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, “uma inspiração para muitos, um
exemplo das possibilidades” nos EUA.“A
amizade entre os nossos dois países comprova-se há décadas. É um tesouro
comum. Somos aliados dentro da Organização do Tratado do Atlântico
Norte (NATO), compartilhamos valores fundamentais de dignidade,
democracia e Estado de Direito”, sublinhou Merkel, que vai conhecer em
Biden o quarto Presidente norte-americano desde que é chanceler.Segundo a chanceler, os “alemães e europeus sabem” que devem “assumir mais responsabilidades nesta parceria” com os EUA.“[Os
Estados Unidos] são e continuarão a ser o nosso principal aliado, mas
esperam com razão que façamos mais para garantir a nossa própria
segurança e defender as nossas convicções no mundo”, argumentou a líder
alemã, que deixa o poder em 2021.A
Alemanha, que tradicionalmente mantém uma relação estreita com os EUA,
sofreu durante quatro anos as críticas recorrentes e às vezes veementes
de Donald Trump, em particular sobre a sua contribuição para o orçamento
da NATO e o excedente comercial alemão.