Mercados reconheceram “gestão rigorosa” das finanças dos Açores
1 de out. de 2020, 08:28
— Lusa/AO Online
“Mais uma vez, os mercados financeiros
internacionais vieram reconhecer a gestão rigorosa das finanças públicas
regionais. Mesmo num ambiente internacional bastante adverso, com
constrangimentos provocados pela atual pandemia, que afeta a economia
mundial”, afirmou o vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila,
citado em nota de imprensa.Segundo o
titular da pasta das Finanças na região, as “finanças públicas dos
Açores passaram com distinção em mais esta avaliação dos investidores
internacionais”, o que resulta em “benefícios claros para a região e
para os Açores”.Os Açores emitiram dívida
no valor de 285 milhões, com vencimento até 2026 e com juros de 0,603%,
numa emissão que atraiu um “forte interesse internacional”, foi hoje
anunciado.Fonte do setor bancário disse à
Lusa que a região regressou na segunda-feira ao mercado da dívida com
uma “emissão sindicada de obrigações a seis anos”, no montante de 285
milhões de euros e com um “cupão de 0,603%”.O
vice-presidente do executivo assinalou que o “grande interesse dos
investidores externos” provocou uma “procura seis vezes superior à
oferta”, permitindo à região reduzir as taxas de juro.“Ou
seja, em apenas duas horas, nos mercados financeiros internacionais, os
investidores disponibilizaram 1,7 mil milhões de euros de euros de
oferta de financiamento, quando a região tinha apenas solicitado 285
milhões de euros”, frisou.Segundo Sérgio
Ávila, a taxa de juro a seis anos no valor de 0,603% é o valor “maior
mais baixo que até hoje ocorreu na região”, considerando a operação um
“grande êxito”.“Como foi hoje mais uma vez
comprovado, o sucesso desta operação resulta da boa imagem das finanças
públicas da região nos mercados financeiros internacionais e do nível
do rating da região, que foi confirmado recentemente como nível de
investimento”, afirmou.A emissão agora
anunciada tem vencimento em 21 de julho de 2026 e a colocação foi
“integralmente feita junto de investidores profissionais e contrapartes
elegíveis nacionais e internacionais”.Segundo
a mesma fonte bancária, a procura pela dívida atingiu 1,7 mil milhões
de euros em “apenas duas horas”, valor que “equivale a cerca de seis
vezes a oferta”.